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Zona Azul: Aviso de cobrança causa confusão no centro

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Um aviso de cobrança de tarifa, que tem o valor de R$ 9, colocado em veículos por funcionárias do sistema Zona Azul, causou uma confusão no Centro da cidade, na tarde desta terça-feira (18). O comerciante William Borges se desentendeu com a orientadora da Tec Park Mirela Cezar Ventura Holanda da Silva e chamou a Guarda Civil Municipal.

De acordo com William, o seu sogro, o também comerciante Antônio Cândido Brandão, tinha colocado Zona Azul no carro até as 14h07 e às 14 horas, a família foi até o veículo que estava estacionado na Rua Nicolau Falseti para ir embora. A esposa de William colocou o filho do casal, um menino de um ano e três meses na cadeirinha, momento em que a criança apertou o alarme e travou o automóvel, ficando presa e sozinha no interior do veículo.

willian briga zona azul

 

“Minha esposa começou a pedir para ele (filho) apertar o alarme de novo, mas ele não conseguia e começou a ficar com medo e a chorar. Minha mulher também ficou desesperada. Meu sogro começou a bater com a mão no vidro do carro, mas acabou se ferindo, depois com um martelo ele conseguiu quebrar o vidro, destravar o carro e tirar meu filho de lá”, explicou William.

Ainda de acordo com o comerciante, a indignação dele aconteceu porque no meio de tudo isso, a orientadora da Zona Azul veio e simplesmente aplicou a multa de R$ 9. “Ela não teve consideração, ela viu que a criança estava presa no carro e que eles estavam nervosos tentando abrir o veículo e mesmo assim ela aplicou a multa, ela poderia ter esperado”.

William também explicou que por essa razão ele foi atrás da funcionária que já estava na Rua José Pedrini. “Eu fui com o meu celular gravando e fiquei perguntando para ela porque ela tinha aplicado a notificação e eu também queria saber o nome dela, e nesse momento ela me empurrou e falou: “sai daqui”.

William e a esposa são proprietários de um comércio na Rua Nicolau Falseti e junto com a família reclamaram que a funcionária da Zona Azul sempre causou problemas para os comerciantes do local. “É sempre ela que fica por aqui, nós já tivemos outros problemas. Ela não gosta de ninguém da rua. Faz tempo que ela abusa, ela faz ameaças a quem não coloca a Zona Azul, dizendo que vai multar. É uma máquina de multas para ganhar dinheiro. São R$ 9, mas se você não pagar, depois vem uma multa alta. Agora, depois de tudo isso, eu vou solicitar a exoneração do cargo dela, caso isso não aconteça, eu vou entrar contra a Zona Azul”, finalizou o comerciante.

briga zona azul

A coordenadora da Tec Park, empresa responsável pelo sistema rotativo e pago na cidade, Clara Barbosa Furtado, falou com a Gazeta sobre a confusão ocorrida no Centro da cidade. Ela informou que o sistema dela mostra que a funcionária Mirela chegou na Rua Nicolau Falseti as 14h26 e que o aviso de cobrança de tarifa de R$ 9 foi aplicado as 14h33. “Isso significa que ela esperou um tempo, mas não obteve retorno e apenas cumpriu com o papel dela”, completou Clara.

A orientadora Mirela, que se envolveu na confusão, também contou a Gazeta a sua versão. “Eu apenas vi que a mulher estava pedindo para a criança apertar o alarme. Eu fui até ela e falei que ela tinha que renovar a Zona Azul dela que estava vencida desde as 14h07, mas ela ignorou, até então ninguém me explicou nada do que estava acontecendo e só depois que eu coloquei o aviso de tarifa que eu fui saber que a criança estava presa no carro. Se eu soubesse antes eu ia resolver de outra forma”, relatou Mirela.

Sobre ter empurrado o comerciante William, Mirela contou que apenas reagiu a uma ação dele. “Ele foi atrás de mim, gritando, me xingando com palavrões. E ele me empurrou primeiro por duas vezes”, relatou a orientadora.

antonio briga zona azul

A coordenadora Clara disse que não é de hoje que eles têm problemas com essa família de comerciantes. “Ele já tomou a caneta da mão de uma das meninas, já xingou e sempre colocam a Zona Azul quando eles veem as meninas chegarem”.

Com relação à declaração de que o comerciante vai pedir a exoneração da orientadora, Clara explicou que ele não tem o direito. “Eu ignoro essa colocação dele porque é falta de conhecimento, a gente não pode exigir algo que não temos direito. Trabalhamos em uma empresa séria, a funcionária é boa. Não posso dispensar ela porque ele quer. Ela está conosco há cinco anos, tem boa conduta, não falta, não apresenta atestado e não atrasa”.

A coordenadora finalizou dizendo que toda essa confusão poderia ter sido evitada. “Não precisava de nada disso, quando o aviso de tarifa é colocado em um veículo a pessoa tem até 24 horas para pagar os R$ 9. Ele poderia ter vindo aqui conversar comigo, explicado o ocorrido e eu resolveria de outra forma”, relatou Clara.

 

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