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Ypê Amarelo: uma casa segue invadida no residencial

Rosiane conseguiu recuperar o imóvel; a família invasora deixou a casa no último dia 4

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Janeiro foi o mês marcado pela invasão de casas no Parque Residencial Ypê Amarelo. À época, 19 imóveis chegaram a ser invadidos. Mas, deste total, apenas um segue ocupado pela família invasora, conforme a Gazeta apurou junto à Secretaria de Promoção Social.

A casa invadida pertence à faxineira Edna Aparecida Casanova Antunes que disse aguardar retorno da Caixa Econômica Federal e da Secretaria de Promoção Social sobre a situação. Todavia, a orientação já apontada pela própria Caixa e reiterada pela Promoção Social é a de que o proprietário deve ingressar com pedido de reintegração de posse.

Edna explicou que fez B.O. (Boletim de Ocorrência) e, caso não tenha retorno da Caixa, de fato, vai recorrer a um advogado para elaborar o processo de reintegração de posse. “Sigo pagando as prestações. Já vou pagar a segunda desde que invadiram”, disse observando que a energia elétrica foi cortada, mas a família segue com abastecimento de água. A proprietária taxa a situação como absurda porque paga pela casa, enquanto a família invasora segue residindo no imóvel e sem despesas.

Edna retirou seus pertences da casa
Edna retirou seus pertences da casa

À época da invasão, a faxineira esteve na residência acompanhada pela Polícia Militar e retirou seus pertences de dentro do imóvel. Ela alegou que morava no imóvel, mas permanecia pouco tempo no local porque trabalhava fora.  

A segunda casa invadida no Ypê Amarelo foi desocupada. A família invasora deixou o imóvel no último dia 4 e está morando em casa alugada no Jardim Fantinato. Roberta Juliana de Souza, 34, juntamente com filhos e netos, estava residindo no imóvel desde o dia 9 de janeiro, data da invasão. À época, ela admitiu estar errada, mas disse que não tinha outra solução para não ficar na rua com a família.

Procurada pela Gazeta, Roberta afirmou ter saído do imóvel por livre e espontânea vontade. “Sabe aquela palavrinha: consciência”, justificou. Ela relatou ainda que um amigo do marido conseguiu uma casa com aluguel que a família conseguirá pagar. Ela afirma que não saiu por força de ordem judicial e diz não saber se está sendo processada. “Nem sei como está e nem quero saber”, pontuou.

A reportagem apurou que a proprietária da casa, Rosiane Ribeiro Miranda, entrou na Justiça com processo de reintegração de posse. O imóvel consta da relação enviada pela Secretaria de Promoção Social à Caixa com aparência de estar desabitado, assim como a primeira casa invadida. No entanto, a proprietária alega que o pai está doente e, por isso, estava dormindo na casa dele para ajudá-lo.

Rosiane (com a criança no colo) e Roberta logo atrás
Rosiane (com a criança no colo) e Roberta logo atrás
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