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Vereadores sugerem o fechamento da Proguaçu

Os vereadores Fabinho, Natalino e Guilherme defenderam a e transferência dos funcionários

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O projeto que aumenta o capital social da Proguaçu (Empresa Municipal de Desenvolvimento e Habitação de Mogi Guaçu) em até R$ 500 mil foi aprovado pelos vereadores na última segunda-feira (4), e foi um dos temas mais discutidos durante a sessão da Câmara.

O vereador Fábio Aparecido Luduvirge Fileti (PSDB) chegou a pedir o adiamento da votação por 10 dias, mas não conseguiu o apoio da maioria dos colegas. “O pedido de vista é justamente porque minhas dúvidas não foram sanadas sobre a situação financeira da autarquia. A Prefeitura irá fazer novo repasse em menos de um ano. Em agosto, a Proguaçu já deixou de pagar o parcelamento. São questionamentos importantes”, comentou ao pedir o adiamento. Porém, durante votação, o pedido não foi aceito por seis vereadores.

Fabinho também é autor de um requerimento que foi aprovado na segunda-feira, no qual ele pede diversas informações para o presidente da autarquia, Luís Wanderley Brunheroto. “Precisamos saber qual é a real situação financeira da Proguaçu e, principalmente, qual é o plano de trabalho. Não vejo nada sendo feito. Só a Prefeitura enviando dinheiro”, ressaltou.

Além de Fabinho, os vereadores Guilherme de Souza Campos, o Guilherme da Farmácia (PSD), e Natalino Tony Silva (Rede) questionaram se não seria o momento da Prefeitura encerrar as atividades da Proguaçu. “Até quando vai manter a autarquia? É uma empresa deficitária e falida que só tem trazido prejuízos aos cofres públicos. Já foram repassados quase R$ 3,5 milhões e nada melhorou e o que poderia ser investido com esse valor?”, questionou o vereador Guilherme.

Para os vereadores, as prioridades continuam sendo um problema de gestão da Administração Municipal. Por conta disso, sugerem que o futuro da Proguaçu seja repensado. “Acredito que já passou da hora de repensar a Proguaçu. Absorver os funcionários que lá estão para a Prefeitura e decidir o que fazer”, enfatizou Guilherme.

O vereador Fabinho questionou a existência de cargos comissionados na autarquia e acusou a Prefeitura de manter a Proguaçu por conta disso. “São três cargos só na diretoria que custam ao ano, em média, R$ 500 mil, sendo que agora só R$ 360 mil serão usados para o pagamento de dívidas em atraso e R$ 150 mil para o 13º dos funcionários e vem falar que o dinheiro é para os servidores. E essa justificativa não está na mensagem encaminhada pelo prefeito à essa Câmara”, lembrou.

Na mensagem encaminhada aos vereadores, o prefeito Walter Caveanha (PTB) informa que o aumento do capital social em até R$ 500 mil para a Proguaçu é necessário para “fazer face às pendências financeiras, honrando principalmente, com os encargos fiscais da empresa, objetivando o saneamento econômico-financeiro da mesma, e ainda, possibilitar a conquista de certidões de que tanto necessita”, explicou.

O vereador Natalino Tony Silva (Rede), teme que novas demissões sejam feitas na Proguaçu, como aconteceu após o último repasse feito pela Prefeitura. “Ressoa lá fora que esses R$ 500 mil que foram aprovados nesta noite sejam usados para fazer a demissão dos funcionários e pais de família que lá estão defendendo seu pão de cada dia”.

Já o vereador Luís Zanco Neto (PTC) enfatizou que a aprovação do projeto é importante para garantir o pagamento do 13º dos funcionários e que a transferência deles para a Prefeitura não é possível. “Lá há 87 funcionários que estão à espera do seu 13º. Não existe possibilidade de contratação na Prefeitura sem concurso público e lembrando que esses recursos repassados são provenientes da venda de terrenos”, explicou.

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