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Vereadores se revezam para defender ou criticar empréstimos

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As discussões em torno dos empréstimo começou mesmo antes dos projetos chegarem à Câmara Municipal. Desde o início, o prefeito Walter Caveanha (PTB) se reuniu com os vereadores da base, mas, mesmo assim, as informações chegavam aos demais. Os projetos foram protocolados no dia 30 de julho, quando o prefeito esteve na Câmara para conversar com os vereadores. Apesar disso, não conseguiu convencer a maioria a votar os três pedidos de empréstimos em regime de urgência.

Desde então, os vereadores da oposição- Guilherme da Farmácia- Natalino e Fabinho-, com o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Falsetti (PTB), pediram informações sobre as obras que vão ser executadas com os valores dos financiamentos. Além disso, os vereadores ressaltaram que as prioridades deveriam constar num único projeto, como a pavimentação da Chácaras Alvorada e as obras antichentes do Jardim Santa Terezinha.

sessao de camara natalinoPara eles, a Prefeitura não priorizou os moradores do Jardim Santa Terezinha, quando optou por investir mais de R$ 5 milhões nas obras do corredor de ônibus. “Não se priorizou o Santa Terezinha. Nos últimos 40 anos, eles tiveram com a caneta nas mãos 20 anos e nunca priorizaram o Santa Terezinha ou a Chácaras Alvorada e agora querem emprestar para resolver o que já teria que ter resolvido”, questionou em tribuna.

Já o vereador Natalino ressaltou que o valor da obra prevista para a contenção dos alagamentos é baixo, por isso, defendeu que o investimento já poderia ter sido feito pela Administração Municipal. “Começa a obra já. R$ 800 mil dá pra fazer agora sem precisar de empréstimo”, comentou.

Para Fabinho, o valor que será pago com os juros poderia ser usado em outros investimentos prioritários, como a reabertura da UPA (Unidade de Pronto Atendimento) no Jardim Santa Marta.

Já o vereador Luis Zanco Neto, o Zanco da Farmácia (PTC), ressaltou que o município não dispõe de recursos e, por isso, optou pelos financiamentos. Ele disse que o município deverá pagar cerca de R$ 250 mil em 96 parcelas nos empréstimos que totalizam R$ 13 milhões. “A UPA precisa de custeio e não de dinheiro para reforma, pois o prédio está pronto. Esse dinheiro é necessário para a realização dessas obras”, ressaltou.

sessao de camara chicaoO vereador Chicão do Açougue disse que entende as dúvidas dos vereadores que não participaram das discussões dos projetos juntamente com o prefeito. Segundo ele, várias reuniões foram feitas com o chefe do Executivo, quando as obras e melhorias previstas foram debatidas. “Estamos convictos que as obras serão cumpridas pelo prefeito”, enfatizou.

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