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Vereadores são pressionados a não votar projeto sem aval de servidores

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O principal receio da direção do Sindiçu é de que o prefeito Walter Caveanha (PTB) envie projeto do reajuste para votação na Câmara sem a aprovação dos servidores. Por isso, o presidente do Sindiçu, Valdomiro Sutério, o Miro, se antecipou e pediu para que os vereadores não aprovem o projeto sem o consentimento dos servidores. Ele explicou que a proposta da Prefeitura deve ser aprovada em assembleia. “Nós queremos o compromisso de vocês de que seja provado o projeto discutido e aprovado em assembleia e não o quê o Executivo vai querer”, pediu durante encontro com os vereadores na última segunda-feira (1º), durante sessão da Câmara.

Ele voltou a ressaltar as dificuldades em negociar as cláusulas trabalhistas com a equipe econômica do prefeito. “A Prefeitura já fechou a folha sem o reajuste. As negociações estão muito difíceis. Ano passado foi a mesma coisa”, destacou.

Na segunda-feira, um pequeno grupo de servidores atendeu ao chamado do Sindiçu e compareceu na Câmara Municipal, a fim de discutir sobre o reajuste salarial da categoria.  Com um caminhão de som, o presidente do Sindiçu explicou aos servidores a proposta do prefeito e falou sobre o receio da categoria ficar novamente sem reajuste. Ele afirmou ser contrário ao parcelamento do índice da inflação, inicialmente proposto pela Administração Municipal. “Nós não vamos aceitar o parcelamento do índice da inflação. Temos que conquistar o reajuste esse ano, pois ano que vem é ano eleitoral e ele (prefeito) fica impedido de dar aumento por causa da lei eleitoral”, ressaltou Miro.

sessao de camara servidores municipalA primeira proposta da Prefeitura era o repasse de 2% a partir de março, data base da categoria, e os outros 1,94% em setembro. O Sindiçu pediu 11% de reajuste. Somente depois é que foi confirmada a segunda proposta: repasse do índice da inflação em maio.

Uma comissão de servidores e representantes do sindicato foi recebida pelos 11 vereadores. Durante o encontro, Miro pediu para que os vereadores não aprovem projeto do Executivo referente à categoria sem antes falar com o Sindiçu. “A gente quer o compromisso de vocês de que nenhum projeto seja aprovado sem antes o servidor ser ouvido”, pediu.

O presidente do Sindiçu explicou que a equipe do prefeito, liderada pelo secretário da Fazenda, Roberto Simoni, tem sido irredutível e não quer nem discutir as demais cláusulas da proposta salarial encaminhada no dia 18 de fevereiro. “As coisas mudam de um ano para outro e eles não querem nem discutir. Só falam isso não. Além do reajuste, estamos travados com a pauta”, comentou ao citar que os itens mais importantes seriam o pagamento das horas extras e o banco de horas. “O banco de horas já está sendo discutido no Ministério Público e as horas extras são pagas o que eles querem”.

Miro voltou a reclamar que o prefeito não participa das negociações. “O patrão não senta para conversar conosco. A folha fechou com 47,5% e houve uma redução nos gastos com a folha. Daria até para dar os 11% para os servidores”, enfatizou Miro.

 

Proposta prefeito

Os vereadores da base aliada ressaltaram que pediram o reajuste de uma só vez. “O prefeito falou que precisa de um fôlego e, por isso, propôs o pagamento parcelado do índice, mas nós deixamos claro que optamos por todo o reajuste de uma única vez”, destacou o vereador Elias dos Santos, o Pastor Elias (PSC).

sessao de camara servidores municipalAntes da realização da assembleia na quinta-feira, a Prefeitura divulgou uma foto do prefeito com os vereadores da base falando sobre o reajuste. “Conforme sugestão apresentada pela Câmara Municipal, prefeito confirma pagamento, a partir de maio, em parcela única, da reposição inflacionária de 3,94% aos servidores públicos municipais”.

O presidente da Câmara, Rodrigo Falsetti (PTB), garantiu que a direção do Sindiçu será avisada quando o projeto chegar para votação. “Vamos aguardar o sindicato negociar com a Prefeitura e aguardar uma resposta. Não vamos votar sem antes avisá-los”, garantiu.

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