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Vereadores pedem exoneração de secretária da Educação

A falta de carne na merenda voltou a ser discutida e os vereadores defendem que o culpado seja exonerado

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Como previsto, a sessão da Câmara da última segunda-feira (25) foi bastante movimentada e o tema principal continuou sendo a falta de carne na merenda escolar. A maioria dos discursos feitos na tribuna relatou o problema enfrentado pelas escolas e a Secretaria de Educação voltou a ser cobrada para que a proteína não volte a faltar no cardápio da merenda. A galeria da Casa de Leis estava lotada de pais que foram pedir explicações sobre o fato. 

Durante discursos inflamados, os vereadores Guilherme de Sousa Campos, O Guilherme da Farmácia (PSD), Fábio Aparecido Luduvirge Fileti (PSDB), Natalino Tony Silva (Rede) e o presidente da Câmara, Rodrigo Falsetti (PTB) pediram a exoneração da secretária de Educação, Célia Mamede. Para eles, o prefeito Walter Caveanha (PTB) deve penalizar o culpado pela falta de carne e de outros itens nas escolas. “Tudo isso que está acontecendo é responsabilidade de alguém. Peço para que o prefeito tome as devidas providências para que o ou os culpados sejam identificados e essa situação nunca mais aconteça. É preciso exonerar essas pessoas”, afirmou Guilherme.

sessao de camara fabio luduvirgeO vereador comentou que o contrato com o último fornecedor de carne de vaca venceu no dia 12 de dezembro do ano passado, mas que a Secretaria de Educação foi avisada pelo setor de licitação da Prefeitura em maio sobre a necessidade de se iniciar o processo licitatório. “A Educação foi avisada com muita antecedência e só no dia 19 de janeiro desse ano, ou seja, 15 dias antes do início do ano letivo, é que o processo licitatório foi aberto. É um absurdo o que houve e merecemos uma resposta”.

Guilherme da Farmácia também criticou o teor na nota oficial divulgada pela Prefeitura na última semana, quando a falta de carne ficou em evidência. “É uma nota mentirosa porque se tivessem feito os esforços necessários não estaria acontecendo o que está acontecendo nas escolas. Eles precisam assumir o erro. Faltou planejamento e faltou priorizar o que é prioridade”, criticou.

O vereador Fabinho fez coro ao colega Guilherme da Farmácia e também defende a punição do responsável pela demora na abertura da licitação e da falta de produtos e alimentos nas escolas. “É inadmissível o que está acontecendo em Mogi Guaçu e é muita incompetência da secretária de Educação. Precisa rolar a cabeça do responsável ou o prefeito estará sendo omisso e conivente com essa situação”, questionou o vereador.

Além da falta de carne de vaca e de porco, os vereadores disseram que verificaram que as escolas estavam desfalcadas com outros produtos, como o papel higiênico, detergente e feijão. “A gente vai falar com ela (Célia) ela explica que existe um cronograma, mas que cronograma é esse que deixa faltar produtos na escola. Ela fala uma coisa pra gente de manhã e à tarde fala outra coisa. Assim fica difícil”.

sessao de camara guilherme farmacia

Receosos

Os vereadores Luciano Firmono Vieira (PPS), Jéferson Luís da Silva (PROS) e Natalino Tony Silva (Rede) mostraram-se preocupados com a situação. Todos eles ressaltaram que a Prefeitura errou ao não antecipar o problema e a não dar explicações sobre o assunto.

Além de também criticarem a Secretaria de Educação, eles temem um novo desabastecimento na rede municipal. Isso porque, o frango e o peixe comprados não dariam para suprir as necessidades das escolas.

“Conversando com as merendeiras pudemos observar que ainda existe uma preocupação delas, pois houve essa compra emergencial e não sabemos quantos dias vão alimentar os estudantes”, comentou Natalino.

sessao de camara rodrigo falsetti

Puxão de orelha

O presidente da Câmara foi enfático ao afirmar que a secretária de Educação tem que acompanhar mais de perto a situação de sua Pasta. Para ele, falta comprometimento. “Ela (Célia) que vá rodar as escolas. Ela é a secretária e tem que verificar. Estão todos soltos (secretários). Tem que vestir a camisa e o Walter Caveanha está muito bonzinho. Não quer trabalhar dá tchau”.

A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que o prefeito não irá se manifestar sobre o assunto.

 

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