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Varal solidário é montado no Centenário

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“Está com frio? Pegue um. Quer ajudar? Traga um”.

Os dizeres da faixa afixada em um salão de beleza, no Jardim Centenário, chama a atenção de quem passa pela Avenida Paulista. Abaixo dela há uma arara de roupas. Nela são colocadas as peças doadas para que os mais necessitados, especialmente os moradores de rua, escolham as peças e, literalmente, se aqueçam nos dias e noites do inverno.

A iniciativa de expor as peças em araras para receber e ofertar roupas e também calçados partiu do cabeleireiro Alan Rogério Rici. É a segunda vez que ele realiza este trabalho, sendo a primeira iniciativa datada de 2016. Mas, agora, o varal solidário está ainda mais visível localizado em frente ao salão. Não há como passar pelo local e não visualizá-lo. “Trabalho a confiança de quem precisa e a de quem doa. Na maioria das vezes não sabemos quem doa e nem quem pega as peças”, enfatiza Rici. A exceção fica por conta da colaboração das clientes e daqueles que entram no salão para perguntar se podem mesmo levar uma peça.

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Apesar de exposto 24 horas, a arara não é alvo de vandalismo e, nestes 15 dias desta segunda iniciativa, assim como há três anos, não ocorreu de levarem todas as peças. Pelo contrário, Rici já viu morador de rua pegando uma peça e deixando outra. Mas ele conta que o que mais chamou sua atenção foi a atitude de um jovem bem vestido que passava pela rua. O rapaz leu a faixa e retirou o tênis que calçava e seguiu o trajeto descalço. “Era um tênis novo e de marca. Esta pessoa poderia ter doado a camiseta, mas doou a peça de maior valor. Isso me marcou demais!”, recorda.

Há dias em que a arara está repleta de roupas, como na quinta-feira (27), mas nunca ficou vazia. Chama atenção também o bom estado e a limpeza das roupas doadas, o que demonstra que quem doa está tendo a consciência de contribuir com peças que, de fato, serão aproveitadas.

Como tudo é feito de forma a não ficar controlando chegada ou retirada das peças, Rici não faz ideia do volume de roupas e calçados doados. Para ele, o importante de tudo isso, além de ajudar aos mais necessitados, é poder observar algumas lições de quem mais precisa, como de uma moça que entrou no salão e perguntou se poderia levar uma blusa para uma amiga que vive na rua. “Às vezes, reclamamos de tão pouco…”, finaliza.

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E, depois desta iniciativa, Rici pretende engatar outra ideia: a geladeira solidária. Ele colocará o eletrodoméstico na calçada e quem pode a abastecerá com água e comidas não perecíveis. Tudo para que os mais necessitados também se sirvam.

 

 

 

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