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Uso da tribuna motiva discussão durante sessão

Seis vereadores foram à tribuna da Casa após presidente reabrir a sessão; eles não estavam inscritos pata falar

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 A sessão da Câmara Municipal, de segunda-feira (5), durou três horas e foi na última meia hora que os vereadores protagonizaram cenas de impaciência e de discursos acalorados. O presidente da Câmara Municipal, Luís Zanco Neto, o Zanco da Farmácia (PTC), não conseguiu disfarçar sua insatisfação com algumas situações que ocorrem dentro do plenário.

Uma delas teve o vereador Jéferson Luís (PROS) como o estopim da cena. Isso porque, Zanco encerrou a sessão e imediatamente Jéferson questionou a decisão do presidente da Casa alegando que estava aguardando para discursar na tribuna. Ainda com a sessão encerrada, Zanco respondeu a Jéferson que havia esperado a manifestação dos vereadores e não havia inscritos para usar a tribuna. Jéferson contestou e o presidente da Casa perdeu a paciência. “Então, mostra aqui pra mim onde está inscrito seu nome, Jéferson?”. E reabriu a sessão num ato nítido de quem não gostou nada do que havia acontecido. “Abrindo uma exceção especificamente para o vereador Jéferson Luís. Ele poderá subir a tribuna e falar por oito minutos pela liderança do PROS”, disse Zanco.

sessao de camara jeferson luisJá na tribuna, Jéferson tratou logo de se defender. “Só oriento que não é exceção. Sugiro, de maneira muito respeitosa, que sempre pergunte se algum vereador quer falar pela liderança, até porque tem outros vereadores que já se manifestaram para também fazer uso da tribuna”, afirmou.

E daí foi um discurso atrás do outro. Além de Jéferson, também usaram a tribuna os vereadores Fábio Luduvirge Fileti, o Fabinho (PSDB); Natalino Tony Silva (Rede Sustentabilidade), Thomaz Caveanha (PTB), Guilherme de Souza Campos, o Guilherme da Farmácia (PSD), e Elias dos Santos, o Pastor Elias (PSC).

Vale explicar que o episódio envolvendo Zanco e Jéferson aconteceu porque a sessão de segunda-feira teve que seguir protocolos diferentes das demais sessões. Isso porque, os padres João Marcos Moreira e Carlos Eduardo Alves compareceram à Câmara atendendo ao convite feito pelos vereadores Natalino Tony Silva e Francisco Inácio Magela, o Chicão do Açougue (PSD). Os padres foram debater sobre o tema da Campanha da Farternidade deste ano: “Fraternidade e Superação da Violência”.

Quando a Câmara abre esses debates, o regimento interno não permite discursos em Tema Livre – que é uma das partes que compõem a sessão. No Tema Livre, os vereadores se inscrevem para falar sobre qualquer assunto que julguem pertinentes. Portanto, na sessão passada, sem Tema Livre, os vereadores poderiam discursar apenas pela liderança de seus partidos, desde que tivessem sido inscritos com antecedência junto à Mesa Diretora da Casa, o que Zanco alega que não aconteceu.

Mas o presidente da Câmara não encerrou a sessão sem antes rebater a declaração de Jéferson. “Essa Presidência em momento nenhum tem intenção de privar um ou outro vereador de usar a tribuna. Ela tem de ser usada, sim, pela liderança do partido, pelo Tema Livre. Tanto que fiz questão de reabrir a sessão não só para satisfazer o vereador Jéferson como também para ter a chance de ver esse debate em prol da cidade”.

sessao de camara padres marcos moreira e carlosO debate ao qual Zanco se refere foi uma referência aos demais discursos feitos pelos outros vereadores. Inclusive, alguns fizeram questão de enaltecer deputados estaduais e federais que trouxeram verbas para Mogi Guaçu por meio de emendas parlamentares. Diante disso, o presidente da Câmara fez questão de dizer que os valores trazidos para Mogi Guaçu por tantos deputados é resultado de muito trabalho feito pelo Legislativo para buscar recursos, a fim de ajudar o município. “Inclusive, essa Casa fez algo inédito que foi conseguir que um deputado estadual que representa o Rio de Janeiro mandasse verbas para Mogi Guaçu, no Estado de São Paulo”, pontuou Zanco arrancando aplausos de alguns – poucos – vereadores.

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