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Transporte: Vereadores defendem zero de reajuste

O aumento anual previsto em contrato entre a Prefeitura e a Viação Santa Cruz repercutiu, na última segunda-feira (25)

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O pedido de reajuste na tarifa do transporte coletivo e urbano de Mogi Guaçu feito pela Viação Santa Cruz no valor de R$ 7,35 caiu como uma bomba no Legislativo e a reação foi imediata. Sete dos 11 vereadores usaram a tribuna para se manifestar e foram unânimes ao defender que a Prefeitura não conceda nenhum tipo de reajuste da tarifa nesse ano. Os vereadores também criticaram a demora da Prefeitura em fazer novo processo licitatório para o transporte público e lembraram que a concorrência foi prometida há dois anos. Além disso, reforçaram que, em agosto, quando foi sabatinado na Câmara, o secretário de Obras e Viação, Salvador Franceli, informou que o edital da nova concorrência estava pronto e seria apresentado ao prefeito Walter Caveanha (PTB).

O vereador Guilherme de Sousa Campos, o Guilherme da Farmácia (PSD), comentou que o valor solicitado pela empresa não passa de encenação para que a Administração Municipal negocie um valor menor. “A empresa Viação Santa Cruz não pode estar falando sério. Eu sei que talvez isso seja até um combinado com a Prefeitura, para que possam negociar e depois divulgar um valor menor”, disse ao ressaltar que o aumento da tarifa em mais de 60% está fora de cogitação, pois nem mesmo as melhorias solicitadas são cumpridas pela Viação Santa Cruz e pela Prefeitura. “Hoje nós temos vários ônibus sucateados e velhos e muitos sem condições de uso. Além disso, temos aí a grande maioria de pontos de ônibus sem cobertura e sem acento e a Prefeitura alega que o contrato com a empresa é vago, mas no meu entender é de competência da Viação Santa Cruz. Temos problemas de horários e de itinerários. Se tudo isso que eu listei tivesse funcionando normalmente, mesmo assim, não justificaria esse aumento” criticou ao afirmar que o prefeito não deveria aceitar nenhum tipo de reajuste.

O vereador Natalino Tony Silva (Rede) disse que no ano passado a tarifa passou de R$ 4,20 para R$ 4,50, o que demostra que o pedido protocolado pela empresa está fora da realidade. “Nem em São Paulo paga uma tarifa como essa. É para acabar com o Natal das pessoas”, criticou ao fazer coro com o colega Guilherme, que defende zero de reajuste esse ano.

O presidente da Câmara, Rodrigo Falsetti (PTB), contou que acompanhou a audiência pública realizada no ano passado e que a sugestão feita de aumento de 1% não foi aceita pelo prefeito, que acabou concedendo quase 7% de reajuste na tarifa. “Naquela ocasião, houve a manifestação do valor mínimo de 1% de aumento na tarifa, que seria o mesmo que seria repassado ao funcionalismo, o que nem aconteceu. Convido toda a população para que compareça na audiência para mostrarmos nossa indignação”, ressaltou Rodrigo que também acredita que o valor divulgado não passa de tática. “Isso é uma tática para conseguir trinta, quarenta centavos de aumento. É inadmissível colocar terrorismo na população guaçuana. Quero deixar claro que sou contrário a qualquer centavo de aumento”.

O vereador Fábio Aparecido Luduvirge Filetti (PSDB), o Fabinho, lembrou que há dois anos a concorrência foi prometida pela Prefeitura. “Há dois anos, quando estive na audiência pública, o Salvador já disse que estava com a concorrência pronta e até hoje nada. Esse ano, ele esteve aqui e voltou a falar que estava pronta e nada”.

Corredor

O investimento de mais de R$ 6 milhões feito pela Prefeitura na Avenida Alíbio Caveanha também entrou na mira dos vereadores. Para eles, o prefeito optou por uma obra que não é prioridade no município. “Vão gastar aí quase R$ 7 milhões com o corredor de ônibus e não tem R$ 2 mil para fazer um ponto de ônibus, pois esse foi o custo repassado pelo próprio secretário (Salvador Franceli) aqui nesta Casa”, ressaltou Rodrigo Falsetti.

O vereador Fabinho também criticou o investimento que está sendo feito pela Administração Municipal. “Eu tenho um culpado para esse pedido absurdo feito pela Viação: o culpado se chama Walter Caveanha, que está construindo esse corredor e a Viação terá que trocar a frota para usar esse corredor. Será que ninguém pensou nisso aí ainda?” questionou.

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