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Transporte público: Prefeito deve decretar tarifa de R$ 4

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O decreto sobre o novo valor da tarifa do transporte coletivo deve ser publicado neste sábado (16). A decisão sobre o valor cabe ao prefeito Walter Caveanha (PTB) que, segundo o secretário de Obras e Viação, Salvador Franceli não vai concordar com os valores de R$ 4,20 (catraca) e R$ 4 (cartão), acenando com o valor único de R$ 4. A colocação foi feita na noite de quarta-feira (13), durante a audiência pública sobre a tarifa do transporte coletivo. O novo valor passa a vigorar a partir de 12 de outubro, ou seja, 30 dias após a audiência pública.

audiencia tarifa onibusRealizado na Câmara Municipal, o encontro atraiu um público de 60 pessoas que se acomodou nas galerias da Câmara Municipal e também nos assentos disponíveis no plenário. A maioria dos vereadores também marcou presença, assim como representantes da Viação Santa Cruz, a empresa que explora o serviço de transporte público. Foram três horas de audiência com as abordagens de várias questões referentes ao transporte público, como qualidade dos ônibus e acessibilidade, além do valor da tarifa.

 

Logo de início, Franceli explicou que os valores propostos para a tarifa do transporte público haviam sido apresentados ao prefeito Walter Caveanha (PTB), ou seja, R$ 5,91 (valor proposto pela Viação Santa Cruz), R$ 4 (catraca) e R$ 4,20 (cartão), sendo estes últimos sugeridos pelo Comutran (Comissão Municipal de Trânsito). “O prefeito não concorda com a proposta e a decisão final é dele, não é nossa (Comutran)”, pontuou o secretário que também preside o Comutran. Com isto, Franceli frisou que Caveanha deve apontar o valor de R$ 4, seja para catraca ou cartão.

audiencia tarifa onibus

 

Também foi adiantando que novo processo de licitação para exploração do transporte púbico em Mogi Guaçu deve se realizado ainda este ano, sendo que a nova empresa começa a operar no início de 2018. E, assim como nas audiências anteriores, Franceli seguiu afirmando que a gratuidade aos aposentados e pensionistas tem reflexo direto no valor da tarifa. “Poucos pagam muito e muitos pagam pouco”, frisou, exemplificando que 40% dos usuários do transporte coletivo não pagam tarifa.

Todavia, Franceli reconheceu que alterações na lei da gratuidade coloca o Poder Legislativo em uma situação delicada. No entanto, entende que é preciso que haja revisão que, por exemplo, limite a idade e a renda do aposentado para que o mesmo tenha direito à gratuidade. “Também podemos pensar em limitar as viagens porque há registro de aposentado que utilizou o ônibus 18 vezes em único dia”, sugeriu.

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Alguns dos presentes não concordaram com a retirada do direito dos aposentados e cobraram maior transparência na divulgação dos atos do Comutran, pedindo o mesmo em relação à planilha paramétrica usada como referência pela Viação Santa Cruz. E foram muitas as queixas sobre o valor da tarifa, seja o atual ou os propostos pela Viação Santa Cruz e Comutran.

 

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