Home»Destaque na Home»Transporte alternativo é discutido na Câmara

Transporte alternativo é discutido na Câmara

O pedido de reajuste da tarifa do transporte público rendeu críticas e sugestões, durante a sessão de segunda-feira

0
Shares
Pinterest WhatsApp

Além da cobrança para que a Prefeitura promova uma nova licitação para o transporte coletivo e urbano, os vereadores defenderam a abertura de mercado. Ou seja, que a Administração Municipal regulamente o transporte alternativo no município.

Para o vereador Jéferson Luís da Silva (PROS), o transporte alternativo seria uma forma de dar opções aos passageiros, que poderão escolher a forma de se locomover na cidade. Além do serviço já prestado pelos motoristas de aplicativo, o vereador citou a liberação de vans e mototáxis, por exemplo.

O vereador criticou o monopólio da Viação Santa Cruz na cidade e afirmou que não faltam exemplos de que essa situação motiva a precariedade dos serviços. “Esse é o preço do monopólio. É o preço de ter só uma empresa prestando serviço na cidade. Eu já falei pessoalmente com o prefeito a esse respeito. Eu sou totalmente contra a qualquer tipo de monopólio. E todos os lugares onde o monopólio ainda existe no Brasil o que temos é a má prestação de serviços e prejuízos, como o Correios”.

Jéferson comentou que a situação melhorou com a chegada dos motoristas de aplicativo, mas, mesmo assim, é preciso deixar o mercado aberto para novas possibilidades. “Hoje nós temos uma alternativa que são os motoristas de aplicativo que estão ganhando com essa má gestão. Falta de sensibilidade com o cliente e isso só espanta as pessoas de usarem o ônibus e, por isso, o valor é alto, cada vez menos pessoas utilizam o transporte coletivo e aqueles que usam querem tacar a faca”, observou.

Para Jéferson, já passou da hora de a Prefeitura abrir mercado, pois o munícipe está pagando caro pelo monopólio existente há anos na cidade. “Quem regula é o cliente e é ele que tem que escolher. Mas temos um monopólico e o preço fica alto quando isso acontece. Nós precisamos abrir o mercado e não deixar que uma única empresa reinar por anos e anos. Tem várias linhas que poderiam ser atendidas por van”, criticou ao exigir a abertura de nova concorrência pública e abertura de mercado.

O vereador Luís Zanco Neto (PTC) sugeriu que o Legislativo elabore um projeto com as ideias discutidas pelos vereadores, principalmente as que viabilizam o transporte alternativo. “As ideias que estão sendo discutidas aqui são todas viáveis e importantes e gostaria de sugerir que criássemos um projeto de lei que viabilize o transporte alternativo e viabilize a questão de van mototáxi. Fazer o projeto e isso vai abrir uma discussão, inclusive diminuindo o tempo de concessão”, comentou ao salientar que sabe da inconstitucionalidade do projeto, mas defende que a medida é válida para que a discussão aconteça.

O vereador Jéferson Luís concordou com a sugestão de Zanco, mas sugeriu que a Câmara apresente uma propositura ao Executivo com os pontos listados e discutidos durante a sessão e não um projeto por conta de sua inconstitucionalidade.

Já o vereador Elias dos Santos (PSC) sugeriu que uma moção de repúdio seja apresentada e levada à Viação Santa Cruz, a fim de deixar clara a posição contrária da Câmara com relação ao reajuste da tarifa. “Vamos fazer uma moção de repúdio para enviarmos para a Viação, para que eles tomem ciência da posição dessa Câmara”.

Justiça

Antes de encerrar a sessão, o vereador Guilherme da Farmácia voltou à tribuna para sugerir que o Legislativo acione a Justiça. “Ao invés da moção de repúdio, poderíamos fazer uma moção de apelo ao prefeito para que ele não conceda nenhum centavo de reajuste no valor da passagem, mesmo assim, se o prefeito decretar o aumento, a Câmara poderá com seus advogados adotar medidas judiciais para sustar o possível decreto do prefeito se ele conceder o aumento da passagem”, finalizou.

Previous post

Transporte: Vereadores defendem zero de reajuste

Next post

Processo licitatório está sendo elaborado, diz Prefeitura