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Terra de cemitério é usada em terraplanagem

Placas de identificação de jazigo e pedaços de tecidos foram encontrados nos montes de terra

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Terra do cemitério Santo Antônio, no Jardim Novo I, foi usada para o aterro ao entorno da lagoa do Jardim Veneza, localizada atrás do Sesi (Serviço Social da Indústria). No local são vistas placas de identificação de jazigos, pedaços de tecidos escuros e do véu, que é habitualmente usado sobre os corpos nos caixões. O material foi observado ontem (15) por pessoas que caminhavam naquela região.

Há vários montes de terra ao longo da rua que margeia os fundos do Sesi e de um novo empreendimento residencial de apartamentos. Neste ponto, já é possível ver uma placa de identificação de jazigo. As placas de jazigo trazem os números 1093, 1188, 1125 e 794.

Lagoa Sesi Aterro Terra Cemitério Jd NovoNo lado oposto, onde a terra já foi espalhada para formar a calçada, há outras placas e vários pedaços de tecidos escuros, sendo que um deles aparenta ser parte de um paletó. Os relatos são de que a terra começou a ser espalhada esta semana, mas já está no local faz alguns dias.

A explicação do secretário de Obras e Viação, Salvador Franceli, é de que a terra do cemitério foi desviada pela empresa contratada para levar o material ao aterro sanitário. “É terra do cemitério sim e que precisa ser removida. Já mandei retirar e quero que as responsabilidades sejam apuradas”, disse. Franceli enviou à Gazeta cópia do contrato para este serviço firmado em 29 de junho.

Segundo Franceli, a Prefeitura e nem a proprietária do loteamento, a Construtora Zaniboni, tinham conhecimento da procedência da terra. Isto porque, o serviço de terraplanagem foi terceirizado. “Foram desviadas de 15 a 20 caçambas de terra”, calcula. Esta empresa não foi contratada diretamente pela Prefeitura, mas por outra prestadora de serviços no cemitério. Ele frisa que a terra terá de ser removida pela empresa contratada para o serviço sob pena de multa. Isto porque, a terra retirada do cemitério só pode ter como fim o aterro sanitário por ser considerada como material contaminado.

CONTRATO

Pela cópia digitalizada do documento enviada à Gazeta, o contrato para retirada da terra do cemitério do Jardim Novo I foi feita por uma empresa de Poços de Caldas (MG) , a Construtora e Incorporadora PCON que, por sua vez, contratou os serviços de uma empresa de Mogi Mirim, a Mogicon Prestação de Serviço Ltda.

A primeira cláusula traz que se trata de contrato para prestação de serviço de máquina retroescavadeira e dois caminhões caçamba para a abertura de quatro jazigos no cemitério Santo Antônio.

O material seria levado ao aterro sanitário, conforme consta do documento. O prazo de vigência do contrato ficou estabelecido de 29 de junho a 14 de julho. O valor do contrato foi de R$ 8 mil. A Gazeta não conseguiu contato com a construtora até o fechamento desta edição.

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