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Tatiane Chaves está desaparecida há 1 ano

O caso é investigado pela DIG e está em segredo de Justiça

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Nesta quarta-feira (16) completará um ano do desaparecimento da jovem Tatiane Turbiani Chaves, de 20 anos.  Ela sumiu de casa no dia 16 de setembro do ano passado.

Tatiane saiu da casa de sua mãe, no Jardim Canaã II, Zona Norte, por volta das 7h40. Falou que ia se encontrar com o ex-companheiro com quem ia tratar da pensão alimentícia das crianças com um advogado. Mas, durante as investigações foi apurado que não havia nenhuma reunião agendada com o advogado dela naquele dia.

Ela e as meninas foram vistas pela última vez entre 9 horas e 9h30 do dia 16 no Cras (Centro de Referência de Assistência Social) do JCasoTatiane Desaparecida AparecidaTurbiani mãeardim Zaniboni I, Zona Leste.

As duas menininhas foram encontradas no mesmo dia do desaparecimento de Tatiane em um canavial de Artur Nogueira. A pequena Isabelly tinha 1 anos e 6 meses e Isadora, três meses. As crianças foram encontradas por trabalhadores rurais e entregues à Guarda Civil de Artur Nogueira, com acompanhamento do Conselho Tutelar da cidade, e, acolhidas em um abrigo. Dias depois a avó materna, Aparecida Turbiani Chaves obteve a guarda das meninas e está cuidando delas até hoje.

Na ocasião, cães farejadores da Guarda de Artur Nogueira e o helicóptero Águia da Polícia Militar ajudaram nas buscas.

O desaparecimento de Tatiane continua em investigação pela DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Mogi Guaçu. A delegada Edna Elvira Salgado Martins não vai comentar detalhes das investigações porque o caso segue em sigilo. “O inquérito está em andamento e as investigações continuam, não foram encerradas”, respondeu ao ser questionada sobre suspeitos ou pistas sobre o paradeiro de Tatiane.

A mãe de Tatiane em entrevista à Gazeta disse que no começo não acreditava que o caso ficaria sem solução por tanto tempo. “É angustiante ficar sem notícias e tudo segue em segredo de justiça”.

Aparecida disse que ainda recebe ligações anônimas e isso a assusta muito. “Ligam bastante em casa e não falam nada, é um barulho de bicho com o de uma rodovia. Ligam também no meu celular, com DDD de fora e quando retorno, uma mensagem diz que o número não existe”.

Mãe espera por notícias
Mãe espera por notícias

Devido ao tempo que passou Aparecida não tem esperanças de encontrar a filha viva. “O que eu queria pelo menos é que achassem o corpo dela. Eu saberia que acabou e colocaria um ponto final.”

Para cuidar das nestas, hoje com 2 anos e 3 meses e 1 anos e 2 meses, Aparecida parou de trabalhar. A caçulinha Isadora está bem, apesar dos problemas respiratórios. Já a mais velha, Isabelly está doente e chegou a ficar internada na Unicamp. Descobriu-se que a menina teve uma espécie de derrame no rim esquerdo, o que levou a desenvolver uma síndrome nefrótica e Isadora entrou para a fila de transplantes.

A menina vive inchada e toma inclusive medicamento para controlar a pressão alta! “Pode ter sido causado pelo trauma e ela também não fica o dia todo na creche. Tenho de buscá-la após o almoço porque ela entra em desespero quando as crianças vão dormir e fecham a porta”, conta com muita tristeza a avó ao olhar para a neta.

Ela conta que, às vezes, as meninas as chamam de mãe, mas ela diz que não deixa. “Mostro a foto da mãe delas no computador e explicou que sou a vovó”.

Suspeitas

Para a família de Tatiane, o ex-companheiro é suspeito no desaparecimento da jovem. Ele estaria ameaçando a jovem devido ao processo de pensão, uma vez que é casado, tem outros filhos e não tinha assumido a paternidade das filhas de Tatiane.

O ex- companheiro, um motorista de 43 anos prestou depoimento à época e alegou inocência e não ser o pai da criança mais nova. Os exames de DNA para comprovar a paternidade das meninas de Tatiane ainda não foram feitos, segundo a avó.

Em depoimento o ex-companheiro de Tatiane disse que houve um desencontro entre os dois na manhã do desaparecimento e que ele não a viu mais. Ele ainda chegou a dizer que Tatiane sofria abuso sexual de dois homens e era ameaçada por eles. (Com colaboração de Anderson Mendes)

 

 

 

 

 

 

 

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GAZETA, 15 de setembro de 2015

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