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Sobreviventes de atentado voltam a fugir de cigano

Rone de Freitas foi indiciado por dupla tentativa de homicídio e é considerado foragido da Justiça

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A dona de casa Lenice da Silva Ribeiro, 40, conhecida como Sonéia, e a filha Tuany Priscila da Silva Santos, 24, e a filha caçula de 9 anos tiveram de contar com a proteção da Polícia Militar para separar alguns pertences e fugir de casa. Em abril desse ano, Lenice e Tuany foram baleadas no portão de casa pelo ex-companheiro da filha Tayná.

O acusado dos disparos e da nova ameaça é o cigano Rone de Freitas, 24 anos. Ele busca informações do paradeiro de Tayná. Mas a família da moça alega não saber onde ela está.

Desde o dia em que foram baleadas, elas não haviam retornado para casa, no Jardim Califórnia. Elas voltaram na quinta-feira (10) e dormiram tranquilamente. E no final da tarde dessa sexta (11) elas viram quando a irmã de Rone as chamou no portão. Com medo, elas não saíram e chamaram a polícia.

Leonice vive escondida com as filhas por medo
Lenice vive escondida com as filhas por medo

Nos meses em que ficaram fora, Lenice disse que recebia recados de que ele teria entrado no quintal da casa para ver se estavam por lá e as ameaças de morte para os vizinhos. “Vamos ter que ir embora, vender a casa, mudar de cidade. Mas não sei ainda para onde. Não temos como ficar aqui”, lamentou Lenice.

Lenice levou um tiro de raspão na nuca e a filha Tuany levou dois tiros na barriga e um no ombro direito. A ‘bala’ ainda está alojada no local. A jovem aguarda cirurgia para remoção. Elas foram atender Rone no portão, quando ele procurava por Tayná. Elas foram baleadas na calçada de casa.

SEM PAZ

Rone de Freitas não foi encontrado pela polícia na ocasião dos disparos e foi indiciado por dupla tentativa de homicídio e é considerado foragido da Justiça. Ele era amasiado de Tayná Letícia Silva dos Santos, de 18 anos, que teria fugido do acampamento onde vivia com Rone, em Itapira.

A agonia de Lenice se arrasta desde 2009 quando Rone foi denunciado por estupro de vulnerável acusado de raptar a adolescente Tayná, à época com 12 anos. No final daquele ano de 2009, disparos de arma de fogo foram efetuados na rua da família de Tayná, onde a adolescente estava com outros parentes. Ele estava à procura da garota. Ela voltou a viver com ele, que passou a ameaçar seus familiares toda vez que ela os visitava. Em 2010 ele chegou a ser preso em flagrante por fazer ameaças contra autoridades e familiares da menina Tayná.

A mãe da jovem à época fez denúncia ao Conselho Tutelar e à DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Segundo reportagem feita pela Gazeta à época, as conselheiras tutelares também foram ameaçadas pelo cigano. A mãe da menina chegou a pedir às autoridades, abrigo para ela e a menina. Elas foram encaminhadas para uma casa de vítimas de violência familiar e o rapaz, acompanhado de outros ciganos de seu grupo, passou a procurar a menina na casa do pai dela, dos avós e outros parentes.

Rone de Freitas é procurado pela polícia
Rone de Freitas é procurado pela polícia

Rone negava as acusações, alegando que apenas queria conversar com Tayná. O cigano ainda respondeu criminalmente por estupro de vulnerável e chegou a ser transferido para o CDP (Centro de Detenção Provisória) de Araraquara.

A delegada da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Edna Elvira Salgado Martins, confirmou que Rone é foragido e que informações sobre seu paradeiro podem ser feitas pelo telefone 3861-4927 ou na PM e GCM.

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