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Sobrevivente de acidente se recupera em casa

Beatriz diz que não se recorda do acidente, mas diz ter consciência dos riscos que assumiu

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Beatriz Scaramelo da Silva, de 22 anos, foi atropelada no dia 12 de julho deste ano, no Km 175 da SP-342, na altura do bairro Canaã. Ela ficou internada na Santa Casa durante 22 dias. Foram 10 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 12 no quarto até receber alta e poder ir para casa.

No Boletim de Ocorrência registrado na Central de Polícia Judiciária, CPJ, o motorista que atropelou a jovem conta que antes do acidente acontecer, chegou a ver a vítima andando no acostamento da pista e que ela estava usando fones de ouvido e mexendo no celular. O motorista relata que quando chegou perto da jovem ela entrou na via de forma distraída e aconteceu o atropelamento.

Beatriz contou que não se lembra de nada do acidente, já que sua memória foi bastante afetada por conta da pancada. “Eu tenho lembranças vagas apenas dos dois últimos dias que estava no hospital, mas eu realmente tinha o costume de ouvir música alta no fone, mas eu não sei se foi isso que causou o acidente porque eu mesma não lembro de nada o que aconteceu”, explicou a jovem.

beatriz local atropelamento spBeatriz contou que fazia aquele caminho por um pouco mais de um ano, desde que ela começou a trabalhar em uma empresa no Distrito Industrial. “Ali era meu caminho diário. No início, eu até usava a passarela, mas depois uma amiga me ensinou aquele caminho (pela rodovia) porque ficava mais perto para mim e porque também eu tinha medo da passarela por conta de ser escura e ter usuários de drogas”.

Ela ainda contou que sempre prestou muita atenção na hora de atravessar a pista. “Eu realmente não sei o que aconteceu porque eu sempre fui muita atenta, sempre tomei muito cuidado. Agora, com tudo o que aconteceu eu fiquei com medo, poderia ter morrido ou nem mesmo andar mais. Pela minha família, por tudo o que aconteceu eu não vou mais atravessar naquele ponto”, pontuou a Beatriz que também falou das dificuldades que enfrentou. “Apesar de não me lembrar de nada, eu tive até um AVC, uma fratura no braço e duas na bacia, mas em nenhuma delas foi preciso procedimento cirúrgico, fiz uma cirurgia apenas no ombro”.

Com relação aos riscos que as pessoas assumem ao atravessar a rodovia, Beatriz deixou uma orientação. “Tomem cuidado para atravessar, não tenham tanta pressa, que prestem atenção para poderem chegar bem em casa”, finalizou a jovem que se recupera em casa com tratamentos de fisioterapia.

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