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Siti demite, parcela rescisões, mas atrasa os pagamentos

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Ex-funcionários da SITI (Sociedade de Instalações Termoelétricas Industriais), adquirida em 2017 pelo Grupo RCO, com sede em Tambaú (SP), reclamam do atraso da empresa no pagamento das parcelas da rescisão trabalhista. A situação envolve mais de 60 funcionários, sendo que um grupo procurou a Gazeta para relatar a situação e expor a dificuldade que têm em manter contato com os representantes da empresa. Ou seja, não têm qualquer parecer de quando os pagamentos serão normalizados.

O problema abrange funcionários que tem mais de 30 anos de trabalho na empresa, assim como os mais novos, com cinco, sete anos de serviço. O relato é de que as demissões começaram em fevereiro de 2017, um mês após o Grupo RCO assumir a SITI. Nesta época, segundo os ex-funcionários, houve a demissão daqueles que tinham mais tempo na empresa. Alguns tiveram a rescisão parcelada em 12 vezes, sendo que o pagamento aconteceu até a 8ª parcela. Com isto, desde o último trimestre de 2017 não recebem mais nada.

Siti Venda

Há ainda o caso daqueles que tiveram a rescisão parcelada em oito vezes, sendo que ainda há duas parcelas em aberto, além de outras três referentes ao valor da multa contratual. A principal queixa de todos, independentemente do tempo de serviço, é quanto ao fato de a empresa não oferecer a eles um posicionamento.

Em contato com a SITI, através do setor de RH (Recursos Humanos), a informação é de que estão fazendo reuniões para levantar a situação da empresa, assim como o levantamento dos pagamentos em atraso para comunicar aos ex-funcionários. Com isto, o relato é de que não tem como se pronunciar até a conclusão deste levantamento, cujo término é previsto para a próxima semana.

 

MESA REDONDA

Por sua vez, o Sindicato dos Metalúrgicos de Mogi Guaçu e Região informou que realizará mesa redonda nesta quinta-feira (19), no Ministério do Trabalho, onde irá acompanhar a situação de alguns funcionários demitidos. Isto porque, nem todas as homologações passaram pelo sindicato, conforme o previsto na nova legislação trabalhista.

VENDA

A SITI, instalada na região do Jardim Santa Terezinha, foi vendida ao Grupo RCO, ano passado. O valor da negociação não foi divulgado. A empresa fez a aquisição integral da fabricante de autobetoneiras e gruas.

À época em material enviado à imprensa, a informação era de que a SITI detinha 35% do parque aproximado de 12 mil autobetoneiras que circulam no Brasil. A projeção era de que a empresa ultrapassaria o faturamento de R$ 140 milhões neste ano. Isso representaria praticamente o triplo do que as operações em questão faturaram em 2015.

 

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