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Servidores seguem em estado de greve

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O presidente do Sindiçu (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mogi Guaçu e Região), Valdomiro Sutério, o Miro, já entregou à Prefeitura de Mogi Guaçu, no início desta semana, a notificação que comunica o estado de greve da categoria.

A decisão foi tomada durante assembleia geral dos servidores municipais realizada na noite da última segunda-feira (7), em frente à Câmara Municipal. A categoria decidiu iniciar o estado de greve a partir de terça-feira (8) após o prefeito Walter Caveanha (PTB) juntamente com sua equipe econômica ter declarado que não haverá reajuste salarial antes do segundo semestre deste ano. A intenção do Governo Municipal é decidir o índice do dissídio dos servidores somente a partir de julho/agosto.

Diante disso, a direção do Sindiçu levou a decisão da Administração Municipal para votação em assembleia e a categoria decidiu pelo estado de greve, principalmente após terem recebido informações jurídicas do advogado Jamir Menali, que também trabalha para o sindicato. “O estado de greve permite tempo para que a categoria se organize melhor e com mais força para uma futura greve, caso seja necessária. O fato é que se vocês não se mobilizarem e lutarem pelo aumento de salário, vocês não vão conseguir nada mesmo”, comentou Jamir.

Miro
Miro

A princípio, os servidores municipais chegaram a cogitar a deflagração da greve de imediato. Porém, foram orientados pelo presidente do Sindiçu da necessidade de organizar o movimento de paralisação para que ele tenha resultados positivos e não seja ‘furado’ pela maioria dos servidores. “Temos de avisar a Prefeitura, primeiramente. A greve não terá início no outro dia. Temos legislação para seguir e respeitar para que nossa paralisação não se torne abusiva perante a Justiça do Trabalho”, explicou Miro.

Com isso, o estado de greve foi tido pela categoria como a escolha mais sensata. Após essa etapa, a direção do sindicato está percorrendo todos os setores da Prefeitura, a fim de explicar aos servidores sobre a importância de aderir ao estado de greve e também a uma futura paralisação. “Estou andando por todos os setores, explicando, tirando dúvidas e reforçando que a greve ainda é um instrumento de defesa dos trabalhadores e, por isso, precisa da adesão da maioria”, reforçou Miro.

Ele ainda lembrou que, conforme determina a legislação, cerca de 30% dos serviços essenciais nas áreas da saúde, educação, segurança e limpeza pública precisam continuar funcionando para que a população não seja desamparada. “Claro que este limite de 30% será respeitado pelo sindicato e também pela categoria”, frisou Miro.

O sindicalista ainda afirmou que paralelamente a este trabalho de percorrer os setores da Prefeitura também está sendo feita uma análise jurídica para definir qual será a próxima assembleia dos servidores municipais. “Nessa próxima assembleia é que ficará definido se a categoria irá ou não cruzar os braços”, disse Miro.

Embora o Governo Municipal tenha recuado da decisão de cortar alguns itens dos direitos trabalhistas dos servidores, como pagamento de horas extras e também das faltas abonadas para os professores, o prefeito Walter Caveanha mantém a decisão de não conceder nenhum reajuste salarial antes do segundo semestre deste ano.

assembleia servidores municipais

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