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Servidores: Negociações do dissídio não avançam

Embora a diretoria do Sindiçu tenha protocolado nova proposta de reajuste salarial, Governo Municipal mantém silêncio

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A semana termina com as negociações paradas entre o Governo Municipal e a diretoria do Sindiçu (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mogi Guaçu e Região). O dissídio dos servidores públicos municipais ainda não foi definido e o impasse tende aumentar na próxima semana.

Isso porque, de um lado, a Administração Municipal está engessada financeiramente e busca garantir condições de pagamento salarial em dia aos servidores. Porém, do outro lado, a categoria não aceita ficar sequer sem a reposição da inflação que beira os 2% de reajuste salarial. Entre idas e vindas, a direção do sindicato ainda não foi chamada para conversar oficialmente sobre o assunto, mesmo após ter protocolado a nova proposta de aumento salarial na qual reivindica 5%.

O secretário da Fazenda, Roberto Simoni, admite que está difícil chegar num consenso devido as barreiras administrativas e financeiras que rondam as finanças da Prefeitura de Mogi Guaçu. Uma delas é a própria folha de pagamento que soma, atualmente, 51.86% do orçamento municipal. Caso o prefeito Walter Caveanha (PTB) conceda 1,81% – que corresponde à reposição da inflação – a folha de pagamento dos servidores municipais subirá para 52,48%. “O problema é que não sabemos como ela irá fechar no fim do ano, porque a oscilação financeira está acontecendo todo mês. Só neste mês de abril, por exemplo, o gasto com a folha de pagamento cresceu R$ 280 mil. A razão é que tivemos sete feriados, o número de horas extras maiores e a incorporação de 300 pessoas na folha em obediência aos processos trabalhistas”, alegou Roberto.

Roberto Simoni
Roberto Simoni

No entanto, o secretário pondera afirmando que o Governo Municipal está disposto a prosseguir negociando com o Sindiçu, a fim de chegar num acordo que seja viável para ambas as partes. “A negociação vai seguir sendo feita. A Prefeitura está tentando encontrar uma maneira de ser justa com os servidores, sem prejudicar o orçamento do município. Sabemos que o corte das horas extras é uma das principais queixas, mas também é um dos maiores problemas que a Prefeitura enfrenta”, observou.

Roberto Simoni também admite que o ideal é definir o índice de reajuste salarial da categoria a partir de julho/agosto, quando a arrecadação da Prefeitura já pode ser medida pela Secretaria da Fazenda e, com isso, é possível traçar um planejamento financeiro até o fim do ano. “Dessa forma, o índice de reajuste pode ser dado e não correremos o risco de fechar o ano no vermelho ou de pagar salários em atraso. Nosso desejo é decidir a partir do segundo semestre, mas vamos aguardar o posicionamento do sindicato”, concluiu.

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