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Servidores municipais insistem e pedem 5% de aumento

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Mesmo com o Governo Municipal sendo taxativo em dizer que não concederá nenhum reajuste salarial aos servidores públicos municipais, a categoria não abre mão e vai pressionar na busca por 5% de reajuste. A data base dos servidores municipais é março, mas até agora o dissídio da categoria segue indefinido.

Durante a sessão da Câmara Municipal, na noite desta segunda-feira (23), o presidente do Sindiçu (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mogi Guaçu e Região), Valdomiro Sutério, o Miro, reuniu um grupo de servidores em frente à Casa de Leis para explicar quais foram as justificativas da Administração Municipal para negar qualquer índice de reajuste neste ano.

Após as explicações, Miro sugeriu – a princípio – que a categoria reivindicasse 3% de reajuste salarial. Mas foi voto vencido. O grupo de servidores não cedeu e fechou questão em torno de 5% de aumento. “Agora, vamos voltar às negociações com o Governo Municipal apresentando essa proposta de 5% que a própria categoria definiu”, reforçou Miro.

Categoria fechou questão em 5% de reajuste salarial
Categoria fechou questão em 5% de reajuste salarial

O presidente do Sindiçu irá encaminhar a nova proposta de dissídio à Administração Municipal já nesta terça-feira (24), a fim de que o impasse possa ser resolvido o quanto antes. “Não vou esperar mais nada. Já vou retomar as negociações, porque estamos indo para maio e ainda temos que trazer a decisão para votação da Câmara Municipal”, observou Miro.

A expectativa é de que a proposta de 5% não seja aceita pelo prefeito Walter Caveanha (PTB), porque ao conceder este índice de reajuste aumentam as chances dos gastos com a folha de pagamento ultrapassarem até o fim deste ano o índice de 54% previsto pela LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

No entanto, a direção do Sindiçu juntamente com uma comissão formada por oito servidores municipais de vários setores se reuniram com os vereadores após o fim da sessão legislativa. Durante a reunião, os vereadores buscaram entender as razões que levaram a categoria a insistir no reajuste salarial e, principalmente, na manutenção de todos os direitos trabalhistas assegurados pelo acordo coletivo do Sindiçu. Dentre eles, o corte no pagamento de horas extras, que foi o mais debatido, já que é um dos itens mais preocupantes para a categoria. “Cortar o pagamento de horas extras é algo inadmissível, porque vários setores da Prefeitura têm funcionários que trabalham em serviços essenciais à população, como os coletores de lixo, por exemplo, e os profissionais da saúde”, defendeu a comissão.

Comissão de servidores se reuniu com vereadores, na noite desta segunda-feira
Comissão de servidores se reuniu com vereadores, na noite desta segunda-feira

Até o fim desta semana, os vereadores vão se reunir com o prefeito Walter Caveanha (PTB) e sua equipe econômica e jurídica para tentar sensibilizá-los, a fim de rever alguns pontos, principalmente, no que se refere ao corte no pagamento de horas extras aos servidores municipais. Vale lembrar que o vereador Fábio Luduvirge Fileti, o Fabinho (PSDB), é um dos diretores do Sindiçu e, embora faça parte da base aliada ao Governo Municipal, não vem participando das últimas reuniões entre os vereadores e o prefeito, justamente por causa de sua postura quase oposicionista na Câmara Municipal. “Não sou oposição. Mas represento o povo e, se precisar ir contra o governo para defender a população, eu vou”, definiu Fabinho.

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