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Servidores da Câmara terão vale-alimentação

Rodrigo Falsetti confirmou a mudança a partir de janeiro do próximo ano

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O presidente da Câmara, Rodrigo Falsetti, confirmou que irá substituir a cesta básica dos servidores do Legislativo pelo vale-alimentação. Ele comentou que recebeu um abaixo-assinado assinado pelos 28 funcionários de carreira, que optaram pelo vale-alimentação.

Para que a mudança seja feita, o presidente da Câmara terá que apresentar um projeto de resolução, a fim de trocar a cesta básica dos servidores da Câmara por cartão magnético. Mas, antes dessa aprovação, os vereadores irão analisar um projeto de lei que exclui os servidores do Legislativo da lei n° 3.466, de 17 de julho de 1997, que dispõe sobre a concessão da cesta básica aos servidores. O projeto também é de autoria do presidente da Câmara e deu entrada na última segunda-feira (18). A expectativa é que os dois projetos sejam aprovados até o final do ano.

Durante discurso na tribuna da Câmara, Rodrigo falava sobre a necessidade de se criar em momentos de crise, por isso, apresentou o projeto que substitui a cesta básica, pois o principal objetivo é que os valores sejam investidos nos supermercados da cidade. “Nós temos 28 funcionários de carreira que há anos pedem a troca da cesta básica. Primeiro, porque alguns produtos não são de qualidade e, segundo, nós estamos pagando uma empresa de fora. Aí vem a gestão participativa que é necessária em Mogi Guaçu. Recebi o pedido dos funcionários e resolvi fazer a mudança pelo vale-alimentação”.

Rodrigo Falsetti informou que a Câmara gasta cerca de R$ 3.300,00 por mês com a compra das cestas básicas e que quase R$ 40 mil passarão a ser gastos no comércio local. “É fácil de resolver. Uma pequena atitude, mas que irá ajudar os comerciantes da cidade. O dinheiro não pode ir embora de Mogi Guaçu. Já está difícil, temos que ter criatividade e vontade para ajudar o comércio e as empresas. Canso de falar isso, mas não somos escutados”, ressaltou.

O presidente da Câmara aproveitou o assunto para sugerir ao prefeito Walter Caveanha (PTB) que a mesma mudança também seja feita aos servidores municipais da Prefeitura e autarquias. “Se eu fosse prefeito, já teria feito. Seriam o valor de mais de três mil cestas básicas por mês sendo gasto na cidade. Hoje o valor de cerca de R$ 5 milhões por ano vai embora de Mogi Guaçu”, sugeriu ao destacar que, se a mudança não for possível, que a qualidade da cesta básica seja cobrada do fornecedor, uma vez que existem reclamações entre os servidores à respeito dos produtos que são enviados.

Rodrigo Falsetti comentou que o vale-alimentação é uma conquista para os servidores e deixou claro que a compra de bebida alcoólica é proibida. Além disso, ele comentou que foi em um supermercado da cidade e fez um levantamento dos valores seguindo os itens que constam da cesta básica. “Fiz questão de pegar todos os itens da cesta básica que a Câmara compra e fui no mercado. O valor que a gente paga pela cesta (R$ 156) conseguiria comprar os mesmos produtos. Fiz a conta calculada e alguns produtos de melhor qualidade”.

 

Sem mudança

A Gazeta questionou a assessoria de imprensa da Prefeitura se existe alguma possibilidade de mudança com relação a cesta básica e a informação é que não haverá alterações. “Já foi feita uma pesquisa pelo DRH que indicou a preferência pela cesta básica por parte dos servidores. A cesta está prevista no acordo coletivo com o sindicato. É vantajoso hoje porque a cesta tem o número definido de itens que são entregues a cada mês, enquanto que no supermercado o valor de um item pode variar entre um mês e outro”, trouxe a resposta da Prefeitura.

 

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