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SER MÃE É?: “A melhor coisa do mundo”

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O Dia das Mães é uma data para lá de especial que será comemorado neste domingo (12). Um momento único de poder reforçar para a sua mãe o quanto você a ama e agradecer por toda dedicação prestada. Mas afinal de contas, o que será que as mães têm a dizer desta que é a mais importante missão dada a elas?

Com que olhos elas enxergam os desafios do dia a dia da maternidade e como os filhos mudaram a vida delas? A Gazeta conversou com três mães com perfis diferentes. Todas expressaram o que é ser mãe e mostraram um pensamento em comum: ser mãe é amar incondicionalmente.

MUNDO AZUL

Patrícia é mãe de quatro meninos

 

Quando Patrícia Tavares dos Santos Sampaio, 40, pensou em ser mãe, não imaginava que mergulharia de cabeça em um mundo totalmente azul. Isso porque, ela é mãe de quatro meninos. Nathan de 19 anos, Gabriel, de 15, Davi, de quatro anos, e Miguel de apenas quatro meses. Ela relatou que depois da primeira gravidez começou a imaginar como seria ter uma menina. No entanto, vieram a segunda, a terceira e a quarta gravidez e em todas elas Patrícia descobriu que seria novamente mãe de um menino. “Queria muito ser mãe de uma menina, mas os planos de Deus são outros para nós”.

Patrícia e os filhos
Patrícia e os filhos

Em uma casa onde ela é a única mulher ao lado dos filhos e do marido, Patrícia brincou que a grande vantagem é ser chamada de princesa mesmo quando está descabelada e com olheiras. Com relação à criação dos meninos, ela disse que aprendeu a brincar de bola, de carrinho e ter uma tarefa importantíssima de ensinar os quatro a não serem apenas bons garotos, mas também bons homens. “Eu ensino que eles não devem ter medo de chorar e expressar seus sentimentos quando estão tristes, porque chorar não é só para meninas, é para homens também”.

Os filhos de Patrícia têm idades diferentes e lidar com isso é um dos desafios que ela enfrenta como mãe. “É muito cansativo, são idades que exigem muito do meu tempo, da minha atenção e do meu cuidado”, confidenciou.

Com um amor multiplicado por quatro, a jovem mãe ainda explicou que as fases diferentes dos filhos a fazem ter que tomar cuidado com a distribuição de tanto afeto. “Embora a educação seja a mesma, tenho consciência de que eles são diferentes entre si e também vivem momentos diferentes. Por isso, a maneira como eu cuido de cada um é distinta”.

Com isso, para Patrícia, ser mãe é nunca mais ser a pessoa que era antes dos filhos nascer. “É se transformar, ser mais grata, mais amorosa. A preocupação aumenta e muito. É tirar força de onde nem sabia que existia para ser o porto seguro para os nossos filhos”.

multi dia das maes patricia

DEZ ANOS DEPOIS

Renata espera o segundo filho

 

Renata Buratin de Paulo, 35, é mãe de Ana Laura, de 10 anos. E 10 anos depois, ela vive uma nova expectativa ao esperar ao lado da filha e do marido o segundo bebê que está a caminho. Renata está grávida de quatro meses. Apesar de sempre sonhar em ter mais um filho, ela contou que já estava satisfeita em ser mãe de uma única menina. “Eu e meu esposo sempre desejamos ter mais um filho, mas não aconteceu antes, tanto que já estava me contentando só com a Ana Laura mesmo”.

Agora, vivendo uma nova experiência, Renata disse sentir uma mistura de sentimentos. “É muita emoção começar tudo de novo, estou com 17 semanas, mas ainda não sabemos se é uma menina ou menino. A expectativa de saber o sexo do bebê é muito grande”.

Renata e a filha Ana Laura
Renata e a filha Ana Laura

Apesar da nova expectativa, Renata já sabe muito bem o que é ser mãe, tanto que quando questionada sobre o que é exercer esse papel, ela brincou. “Nesta pergunta dá para fazer uma viagem (risos). Dá para ser romântica e realista”.

Com isso, ela disse que ser mãe é uma das experiências mais incríveis que uma mulher pode ter na vida. É descobrir o que é o amor e amar incondicionalmente. É ter sua vida mudada para sempre. “Em casa brincamos que acabou o sossego, mas a maternidade nos muda para melhor. A mudança acontece no nosso corpo, na forma como nos enxergamos. Nossas prioridades passam a ser outras e tudo aquilo que achávamos que era amor e nossos gostos também mudam”.

Ser mãe, para ela, é também ter a casa desarrumada, mas a alegria e a melhor companhia. “É a melhor faculdade que possa existir em todo o mundo, com lições que nós mães e nossos filhos levarão para a vida toda”.

Quanto aos desafios, Renata disse que às vezes, por algum momento, uma mãe não sabe o que fazer nem como agir porque para ser mãe não há regras. “O amor nos ensina”. Além disso, ela disse que uma mãe tem suas expectativas desafiadas na vida. “Nos vemos em nossos filhos. Vejo muito a Ana Laura reproduzindo minhas atitudes, seja no jeito de falar, de agir, de se comportar. Ser mãe é maravilhoso”.

multi dia das maes renata

CUMPLICIDADE

Angelina é a mãe amiga de toda a hora

Angelina Tereza Sbarai Lozano, 66, tem duas filhas mulheres. Josiane, 43, e Juliana, 34. Com as filhas já criadas e estudadas, ela relembrou as duas gravidezes. Ela contou que se casou em Albertina, MG, e depois da lua de mel teve ir embora com o marido para São Bernardo do Campo, no Grande ABC, onde ela logo descobriu, aos 22 anos, que estava grávida de Josiane, sua primeira filha. “Eu fiquei muito feliz porque estava morando em uma cidade onde não conhecia ninguém, longe da minha família, então, meu pensamento foi de que eu passaria a ter uma companheira naquele lugar”.

Angelina e as filhas
Angelina e as filhas

Nove anos depois, dona Angelina engravidou novamente e para sua surpresa ela seria mãe de mais uma menina: Juliana. Ela lembrou que um ponto em comum no nascimento das filhas foi o fato das duas terem nascido prematuras com oito meses. “No caso da Josiane foi mais triste porque ela teve que ficar 15 dias na incubadora e eu ficava muito chateada de não poder levar ela para casa. Já a Juliana apesar da prematuridade logo foi embora comigo”.

Ainda com relação a segunda gravidez, dona Angelina confidenciou que não esperava. “Eu achei que seria mãe de filha única, mas a própria Josiane pedia muito um irmão ou irmã, tanto que as duas se amam muito”.

Para ela, a criação das filhas foi tranquila, até porque a irmã mais velha era sempre participativa. “Elas nunca me deram trabalho, sempre foram muito estudiosas e sossegadas”.

Em 1996, dona Angelina, o esposo e as duas filhas vieram morar em Mogi Guaçu e a mudança trouxe alguns desafios. “A Josiane tinha 20 anos e já estudava em Campinas. Para ela foi ótimo, mas a Juliana tinha 11 anos e estranhou bastante, ela precisou se adaptar, principalmente na escola com os novos amigos”. Hoje em dia, vendo as filhas amadurecidas, dona Angelina diz não acreditar que tantos anos se passaram. “Tenho a impressão de não ter enfrentado tudo que enfrentei”.

multi dia das maes angelina - joseane e julianaE ela garante que o amor de mãe é imutável. “Vejo elas hoje como as via quando eram crianças”. Dona Angelina ainda explicou que quando os anos vão passando para uma mãe ela espera e se apega na ideia de que um dia terá o apoio dos filhos. “A gente sabe que uma hora ou outra vai precisar ser cuidada pelos filhos. Eu perdi minha mãe cedo, mas cuidei da minha sogra”. Para finalizar, dona Angelina disse que ser mãe é realizar um sonho. “Sou feliz em ser mãe. Para os filhos desejamos o que há de melhor na vida, afinal de contas não queremos nunca que eles sofram”.

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