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Sem ambulância, paciente segue de táxi

Paciente elogia atendimento no pronto-socorro do HM, mas se queixa da regra de uso da ambulância

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Depois de aguardar 1h30 para ser removida por ambulância, a balconista Cleuza Paliari Corsini, 56, teve de pagar um táxi para voltar pra casa. Isto aconteceu depois de a paciente ser atendida no pronto-socorro do Hospital Municipal “Dr. Tabajara Ramos”, na última quarta-feira (3), apesar de haver duas ambulâncias no estacionamento.

A filha da paciente Carolayne Santos fez um desabafo em sua rede social, pois acompanhava a mãe e ficou inconformada com a situação. “Disseram que havia uma regra, que as ambulâncias paradas lá não podiam levar a gente porque a remoção tinha de ser feita pela ambulância do PPA”, disse relatando ter sido impedida de falar com a gerência.

Carolayne conta que levou a mãe ao PS depois de a mesma ter sofrido uma queda em casa. Relata ainda que o atendimento das enfermeiras e dos médicos foi excelente. Com dificuldades para andar e suspeita de fratura, a mãe foi colocada em cadeira de rodas. “Foi por isso que pedi a ambulância. Não tinha como a gente voltar de ônibus”, conta lembrando ainda que a cadeira de rodas era do PS.

cleusa reclamacao ambulancia pronto socorroDepois de 1h30 de espera e após a recepcionista afirmar que não poderia dizer quando a ambulância chegaria e que as estacionadas no local não poderiam removê-las, mãe e filha pegaram um táxi. A jovem conta que a mãe ficou exaltada com a situação e discutiu no local. A recepcionista ainda teria dito que precisava de aumento de salário porque também tinha de dar conta do horário das ambulâncias.

Indignada, Carolayne conta que expos o caso para pedir providências para que o mesmo não ocorra com outros pacientes. Ela conta que gastou R$ 60 de táxi, pois também havia utilizado deste meio de transporte para chegar ao pronto-socorro, pois a mãe estava com muitas dores e não tinha condições de pegar ônibus.

 

OUTRO LADO

De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, como o caso parecia de urgência, foi dado prioridade na consulta e nos exames para a paciente e ficou constatado que ela estava com dor havia dois dias, mas o exame de radiografia não constatou nenhuma fratura.

Logo após a consulta, a paciente e sua filha se locomoveram pelo corredor e saguão do pronto-socorro e solicitaram ambulância para o retorno para casa. Neste momento foi dito pela recepcionista que a ambulância iria demorar, pois a que faria o transporte estava trazendo um paciente para o Hospital Municipal e iria retornar para a UPA (PPA) com a Cleuza. “Diante da informação prestada pela recepcionista, tanto a mãe quanto a filha começaram a agredir verbalmente a recepcionista e logo após chamaram um táxi e foram embora”, conclui a nota.

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