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Seis suspeitas de estupro chegam ao Conselho

Caso mostrado na novela “O Outro Lado do Paraíso” pode ter contribuído para as denúncias mais recentes

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O Conselho Tutelar divulgou nesta semana a estatística dos atendimentos feitos em 2017 para a proteção dos direitos das crianças e adolescentes do município. Ao comentar os dados, a presidente do órgão, Andréa Davidoski, ressaltou um ponto que mais choca e que mais tem sido denunciado: o estupro de crianças e adolescentes no município.

Somente nesta semana seis denúncias chegaram ao Conselho Tutelar. Duas foram feitas pessoalmente e outras quatro chegaram pelo Disque 100. Este é o número para denúncia de violações de crianças e adolescente que tem sede em Brasília. Os atendentes ou o cadastro feito no site são repassados aos promotores de Justiça da cidade em que a vítima reside e estes acionam os conselheiros para averiguação.

Andréa comenta que em alguns desses casos a informação é que mais de uma criança da casa foi vítima de estupro. Os abusadores citados nas denúncias são pessoas do convívio das vítimas.

Goreti e Andréa
Goreti e Andréa

Para a conselheira, depois que o estupro de uma menina pelo padrasto foi abordado na novela global “O Outro Lado do Paraíso”, as denúncias pelo Disque 100 aumentaram. Na novela, a atriz Bella Piero interpreta Laura, que na vida adulta passa a recordar dos estupros sofridos na infância. Para Andréa, talvez as cenas do sofrimento emocional dos envolvidos na trama, desde a vítima, até a negação da mãe e o tormento da babá que escondia os estupros podem ter comovido os denunciantes.

“Podem ocorrer muitos problemas futuros (traumas) mesmo que a vítima tenha pouca idade”, ressalta a conselheira.

 

Para esse ano

Os conselheiros reuniram-se nesta semana com a secretária de Promoção Social, Mariana Martini, para alinhavar alguns dos trabalhos que podem ser feitos em parceria. Andréa explicou que o Conselho Tutelar é um órgão autônomo em suas decisões e atendimento com base no ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente). Mas, para funcionar, precisa estar ligado a algum órgão da Prefeitura para as necessidades de compra de material de expediente, combustível, funcionários administrativos e aluguel da sede. Até o final do ano passado o Conselho era ligado ao gabinete do prefeito, mas voltou a ser vinculado à Secretaria de Promoção. O que vai agilizar, segundo Andréa, as demandas do órgão, como novas capacitações aos conselheiros e até integrar um sistema informatizado.

“Será possível fazermos um monitoramento social dos atendidos e discutirmos implementação de projetos sociais”, pontua Andréa.

No ano passado, foram 1.246 encaminhamentos de vítimas ao Ceacri (Centro de Atendimento à Crianças), 133 vítimas nos CRAS (Centro de Referência em Assistência Social), 69 ao CREAS (Centro de Referência Especializado em Assistência Social), 81 ao CAIA (Centro de Atendimento à Infância e Adolescência), 33 ao juiz e 202 à OAB Mogi Guaçu (Ordem dos Advogados do Brasil).

Quadro Estatística_Conselho Tutelar

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