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Segmento atrai alunos com vários perfis

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Pessoas que estão no ramo, mas não tem certificação; outras que trabalham na área e buscam novos conhecimentos e aqueles que buscam ambas as coisas: qualificação e conhecimento. São variados os perfis dos alunos que buscam a Escola do Mecânico. Os cursos têm despertado ainda o interesse dos adolescentes, pois a idade mínima exigida é de 14 anos.

O sócio proprietário da Escola do Mecânico, Júlio César Nalli, comenta que existe ainda a proposta social da empresa, que é a de sempre oferecer bolsa de estudo para um aluno em situação de vulnerabilidade social. O empresário é irmão da proprietária da empresa Sandra Nalli.

Ah! E tem mais mulheres, sim, nesta área. Uma delas é de Glayser de Jesus, a única coordenadora técnica de toda a rede que é composta por 28 unidades.

 

QUALIFICAÇÃO

Mercado exige profissional cada vez mais capacitado

O sócio proprietário da Escola do Mecânico, Júlio Cesar Nalli, fala com propriedade que o setor automotivo está em expansão e exige cada vez mais profissionais qualificados. E este é o foco da empresa que oferece cursos voltados à formação e especialização em mecânica automotiva e várias opções de qualificação, entre as quais, lubrificação e troca de óleo, elétrica e injeção automotiva, mecânica de motocicletas, gestão de negócio e balconista de autopeças, instalação de som e alarme.

Tudo para que o setor tenha profissionais capacitados em várias pontas, desde os cuidados com o veículo ao atendimento. “E já estamos nos preparando para oferecer o curso para manutenção de veículos híbridos e elétricos”, adianta Nalli mostrando que a empresa busca ir ao encontro do que o mercado precisa. E a procura por profissional qualificado é uma crescente.

Júlio adianta que novos cursos serão oferecidos

Nalli lembra que a unidade guaçuana foi recém-inaugurada e já está com duas turmas. O curso de mecânica é oferecido no decorrer de seis meses em dois encontros semanais. Mas há turma também aos sábados. “Temos muitos mecânicos fazendo o curso, sendo que os mais experientes estão em busca de aprender sobre as novas tecnologias”, frisa. O curso tem 90% de aulas práticas, mas também conta com a parte teórica toda apostilada. “Os alunos recebem EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e a camiseta branca que é o uniforme”, detalha.

O empresário atenta que o aluno passa a ter uma nova visão sobre mecânica, mostrando que o serviço pode e deve ser oferecido em um local limpo e bem organizado. “Aqui, temos a mecânica completa, com as ferramentas dispostas em painéis e o aluno vê o quanto isto é importante. Não precisa ser tudo sujo de óleo”, pontua. Nalli relata que a Escola do Mecânico tem alunos de cidades da região, incluindo o Sul de Minas Gerais. E até mesmo alunos muito jovens, pois o ingresso nas aulas é permitido a partir dos 14 anos.

 

EMPREGA MECÂNICO

Muitos dos que fazem o curso também chegam de olho no mercado de trabalho e recebem uma ajuda da escola. Um dos diferenciais da rede é o projeto “Emprega Mecânico”, que conecta os alunos com as vagas de empresa do setor.

Por isso, foi criada uma ferramenta única e exclusiva para ser o elo entre o aluno e a empresa contratante. A empresa tem um portal online e aplicativo em que 100% dos alunos e ex-alunos podem incluir o currículo e buscar vagas de emprego.

RUMO À MECÂNICA

Borracheiro quer realizar sonho de infância

O borracheiro João Paulo Marque, 27, sempre trabalhou na borracharia do pai. Casou muito jovem, aos 17 anos, o que fez com que tivesse de parar com os estudos e deixar de lado o sonho de ser mecânico. Agora, ele é um dos alunos matriculados na primeira turma da unidade guaçuana da Escola do Mecânico e não esconde a alegria. “Não vejo a hora de trabalhar nesta área”, conta.

João Paulo é apaixonado por carros

Marque é um apaixonado por carros e conta que o pai também entende um pouco de mecânica, mas não tem qualificação na área. E, por isso, nunca se arriscou a trabalhar. Depois do curso, o jovem pretende agregar à borracharia do pai os serviços de mecânica e elétrica. “Tenho muito incentivo do meu pai, ele me apoia bastante”, diz.

Quanto ao curso, o aluno conta que ficou impressionado com a qualidade oferecida e com a forma de trabalho. “É um patamar de ensino excelente”, destaca.

 

PARA MULHERES

Curso será dia 14, das 8h30 às 12h30

Aprender a como ler o painel do carro, trocar pneu, checar o óleo, enfim um aprendizado básico será oferecido às mulheres. O curso será dia 14, das 8h30 às 12h30. E será conduzido pela coordenadora técnica Glayser de Jesus.

A profissional explica que é importante que as mulheres tenham o mínimo de conhecimento para não passarem por certas dificuldades quando alguma luz do painel acender. “Vamos falar do funcionamento do motor, dos freios e da suspensão”, comenta.

Com noções básicas, Glayser diz que as mulheres terão noção sobre o que fazer e não ficarão perdidas.

 

28 UNIDADES

Mais sete unidades serão abertas até o final deste ano

A Escola do Mecânico  nasceu em 2011, em Campinas, como um projeto social, pelas mãos da empresária Sandra Nalli. A profissional trabalhava no setor e via a dificuldade em contratar mecânicos. Foi quando resolveu formar os próprios profissionais. Começou com aulas de mecânica para jovens da Fundação Casa, com o objetivo de incluí-los no mercado de trabalho.

Desde 2011, a Escola do Mecânico já formou 14 mil alunos e a expectativa é chegar ao final deste ano com 27 mil profissionais formados. A empresa já tem unidades nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia e Porto Alegre. E o projeto de expansão é chegar a todo o Brasil.

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