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Secretária de Segurança quer combater ‘cracolândia’

A principal preocupação da secretária de Segurança do município é que o local vire uma cracolândia de difícil solução

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Ontem à tarde (15), a secretária de Segurança, Judite de Oliveira, percorreu algumas casas no Jardim Zaniboni II para orientar moradores sobre a permanência de pessoas em situação de rua em uma praça do bairro. Judite deu orientações sobre segurança e buscou conscientizar a população sobre o seu papel em evitar dar esmolas às pessoas em situação de rua.

Ela estava acompanhada do vereador Natalino Tony Silva (Rede) e do presidente do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança), Adriano Aparecido da Mata. Há cerca de 15 dias, uma ação foi feita na praça e na fachada de uma igreja recolhendo colchões e entulho amontoados.

reclamacao andarilhos praça jd novo doisMas os moradores de rua, em pouco tempo, ganharam mais cinco colchões e construíram um fogão a lenha na praça. Os colchões ficam encostados no prédio de uma igreja e eles passam o dia todo na praça.

“Tem que se tomar uma providência. Eles estão morando na praça. Usam drogas, bebem, brigam. A gente não pode abrir o portão que eles já chegam e pedem água. Tem vizinhas que tem medo de passar aqui na rua sozinhas. Tem dia que chega a ter 20 deles aqui. Quando tem feira eles ficam em volta pedindo esmola. O pior é que param carros aqui e entregam marmitas. Nós, moradores, é que não podemos mais ficar na praça”, desabafa uma dona de casa.

O problema se arrasta há cerca de quatro meses. O vereador disse que uma solução imediata é pedir para a Prefeitura retirar os bancos em que eles permanecem e instalar em uma escola, por exemplo. Ele distribuiu panfletos contra dar esmolas aos moradores. Já o presidente do Conseg vai oficiar as igrejas que possuem ações assistenciais a moradores de rua para que evitem ajudar com fornecimento de comida, roupa ou cobertores. Ele também sugere a iluminação da praça e a poda das árvores para evitar que a escuridão atraia mais pessoas à noite.

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Judite chegou a conversar com eles, de modo duro, dizendo que eles não podem cobrar para ‘olhar as casas’. “Já viemos aqui com o projeto “Vinha Esperança”, uma parceria do Albergue com a Promoção Social, e eles não querem internação para tratamento, não querem integração com a família. Alguns deles têm familiares morando no bairro, não são moradores de rua, são usuários de entorpecentes”, relatou a secretária de Segurança.

Para ela, o maior problema são as pessoas que mantêm esses homens nessa situação, dando comida, esmola ou pagando para ‘olhar as casa’. “Você dá uma ajuda hoje e amanhã vem dois. Daqui a pouco isso aqui vai virar uma cracolândia. Querem ajudar? Façam doações para as entidades que realmente são qualificadas para atuar na assistência social e recuperação dessas pessoas”, esbravejou Judite.

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