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Saúde comunica escassez de vacinas na rede

Problema começou a ser observado no mês de janeiro e afeta as 22 salas de vacinação das UBSs e USFs

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Por meio da assessoria de imprensa, a Secretaria Municipal de Saúde comunicou a escassez e até mesmo a falta de algumas vacinas. O problema começou a ser observado no mês de janeiro e atinge 22 salas de vacinação das UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e USFs (Unidades de Saúde da Família). Foi informado que o Ministério da Saúde distribuiu uma normativa aos municípios no final do ano passado, alertando a escassez de algumas vacinas utilizadas no Programa Nacional de Imunizações.

Segundo a normativa, está em situação regularizada a vacina contra a hepatite A/rotina pediátrica. Mas a distribuição de doses é reduzida nas vacinas contra a raiva humana (VERO) e meningocócica conjugada grupo C. E há vacinas em situação de desabastecimento, ou seja, que não foram distribuídas por indisponibilidade de estoque: BCG, pentavalente, pneumocócica 23 valente, assim como o soro antitetânico e soros antivenenos.

Por meio da assessoria de imprensa, a secretária municipal de Saúde, Clara Alice Franco de Almeida Carvalho, explica que o município tem recebido pequenas doses que não atendem a toda a demanda. Por isso, pede que quem estiver em busca por estas vacinas informe-se na Secretaria de Saúde ou na unidade de saúde mais próxima de sua casa. “Existe um empenho do município para que o abastecimento seja normalizado, uma vez que este problema não é verificado apenas em Mogi Guaçu, mas na grande maioria das cidades brasileiras”, traz nota enviada pela assessoria de imprensa.

Vacinação Febre AmarelaA distribuição das vacinas ao município é feita pela DRS (Diretoria Regional de Saúde) de São João da Boa Vista, que já foi comunicada da situação enfrentada pela Secretaria de Saúde. No entanto, a própria secretária teria reclamado ao órgão, tendo sido comunicada de que não há faltas. Todavia, é pontuado que as doses que chegam são insuficientes, ou seja, muito menores que a quantidade habitual distribuída aos postos de saúde (UBSs e USFs). Esta redução estaria afetando também a vacina contra a febre amarela. Com isto, nem todos os dias os postos de saúde têm a vacina. Nesta sexta-feira, por exemplo, não havia vacina contra a febre amarela em várias unidades de saúde, entre as quais, Zaniboni, Fantinato, Itamaraty e Ypê Pinheiro. Em todos os casos, a informação obtida é de que uma remessa de doses é aguarda para segunda-feira (12).

 

CASO A CASO

 Vacina contra raiva humana (VERO): o quantitativo correspondente à entrega, realizada no mês de novembro, foi liberado pelo INCQS (Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde) e disponibilizado para distribuição. Deve-se considerar que a análise do quantitativo de imunobiológicos é definida conforme a situação epidemiológica e de saúde de cada UF (Unidade Federativa), considerando os estoques estaduais e federal, o qual no momento ainda encontra-se reduzido, visto que as entregas são realizadas de forma parcial.

 

Vacina meningocócica conjugada grupo C: distribuído quantitativo correspondente a 35% da cota mensal estadual, de acordo com a disponibilidade atual do estoque nacional.

 

Vacina BCG: não foi distribuída por indisponibilidade de estoque. Parte do quantitativo da vacina adquirida, por meio do Fundo Rotatório da Organização PanAmericana da Saúde – FRO/OPAS do laboratório Serum India. Como as vacinas via OPAS não possuem históricos de ensaios, faz-se necessária a realização de todos os ensaios farmacopeicos preconizados, nos quais se incluem aqueles em que são utilizados animais de laboratório.

 

Vacina pentavalente: não distribuída por indisponibilidade de estoque. Há cerca de 5 milhões de doses no país, que foram entregues entre os meses de julho e novembro de 2017, aguardando a Baixa do Termo de Guarda a ser concedida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – Anvisa.

 

Vacina pneumocócica 23 valente: não distribuída por indisponibilidade de estoque. As entregas que ocorreram entre os meses de outubro e novembro/2017, aguardam a Baixa do Termo de Guarda a ser concedida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

 

Soro antitetânico: não distribuído por indisponibilidade de estoque. Estoque estratégico está sendo mantido. A regularização depende do cumprimento dos cronogramas de entregas pelos laboratórios produtores nacionais e da normalização da produção.

 

Soros antivenenos: A produção tem sido realizada de forma parcial, devido à suspensão da produção da Funed para cumprir as normas definidas por meio das Boas Práticas de Fabricação (BPF) exigidas pela Anvisa. Diante disso, reforça-se a necessidade do cumprimento dos protocolos de prescrição, a ampla divulgação do uso racional dos antivenenos e a alocação desses imunobiológicos de forma estratégica em áreas de maior risco de acidentes e óbitos.

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