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Sarcopenia: Desequilíbrio e quedas são sinais de alerta

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A sarcopenia é um problema mundial. No Brasil, estima-se que 15% da população com mais de 60 anos apresente a doença. E a estatística aumenta para 45% quando estudos são feitos em pessoas com mais de 80 anos de idade. Mas o que é essa doença?

O nome deriva do grego e significa ‘perda de carne’, ou seja, perda de massa muscular magra, saudável. O médico geriatra Rafael Rondineli Ceregatti explica que a Sarcopenia implica na diminuição da qualidade de vida, no surgimento de outras doenças que resultam em internações hospitalares e no aumento do custo para o sistema de saúde, o que torna o idoso mais frágil, acamado e dependente de cuidados de terceiros. E quanto mais tardio o diagnóstico, mais lenta e difícil é a recuperação.

Ainda não é hábito das pessoas aparecerem no consultório querendo prevenir o surgimento da doença. O geriatra conta que, geralmente, elas são levadas ao médico devido às dores constantes, fraqueza ou, então, porque caíram e estão hospitalizadas.

Para ter um diagnóstico correto é preciso passar por uma avaliação médica e realizar alguns exames conclusivos, como tomografia e densitometria de corpo inteiro. Mas o fato é que nenhum humano vai conseguir fugir dessa doença, o que pode ser feito é minimizar os efeitos para se ter uma velhice saudável.

Imagem - Massa Muscular MagraATENÇÃO AOS SINAIS  

Perda de massa muscular magra é um deles

 O geriatra cita alguns sinais que servem de alerta para que a pessoa procure uma avaliação médica. “Nesses estágios há uma implicação grave na qualidade de vida, porque aumenta o risco de lesões e fraturas decorrentes de quedas”.

  • Dificuldade em realizar atividades físicas anteriormente consideradas fáceis, como subir escada, trocar lâmpada ou carregar compras.
  • Desequilíbrio ou insegurança ao andar em terrenos acidentados como ruas com desníveis e buracos.
  • Quedas constantes. Geralmente, quando a perda de massa muscular já está em estado avançado.

O geriatra explica que fisiologicamente há uma perda normal de massa muscular magra, conforme o envelhecimento. “Devido alterações hormonais, como testosterona e GH (hormônio do crescimento)”, lembra o médico.

Rafael Ceregatti
Rafael Ceregatti

Além disso, há alterações de dieta causadas pela troca de alimentos ricos em proteína para alimentos mais rápidos e de consistência mais mole. Com depressão a pessoa também não tem fome e se alimenta mal. Sem contar os problemas sociais e econômicos que afetam parte da população em ter uma alimentação equilibrada.

O sedentarismo que se introduziu no cotidiano com as facilidades do controle remoto, escada rolante e elevador, e a falta de uma caminhada também são fatores levados em conta na hora de falar da Sarcopenia. “Os idosos de hoje em dia fizeram mais atividades físicas do que a geração atual. Como vamos chegar lá? Só o tempo dirá”, reflete o geriatra.

Estimasse que a partir dos 30 anos, quem não se preocupou em comer bem e fazer exercícios, terá de 1% a 2% de perda de massa muscular por ano. Aos 80 anos, essa pessoa terá metade da massa muscular de quando era jovem. Ceregatti esclarece alguns mitos como o da pessoa que alega ter o mesmo peso de antes, mas ele explica que isso pode ser gordura no lugar da massa magra ou mesmo a pessoa que ganha peso pode ter adquirido a obesidade sarcopênica, que segundo o geriatra é comum e frequente.

“Algumas doenças aceleram a perda de massa magra, como diabetes, câncer, infecções crônicas, como tuberculose, e inflamatórias, como artrites reumatoides e colite. E até uma internação prolongada porque o paciente acamado perde massa muscular e, às vezes, nunca mais recupera”, pontua o médico.

COM SUPLEMENTOS

Boa alimentação pode ajudar, sim, na prevenção

Para aqueles que não querem sofrer com a sarcopenia, o geriatra aconselha a rotina de atividade física resistida. “E a musculação é a mais eficaz e uma dieta rica em proteínas. Desde a infância já é possível procurar um estilo de vida ativo e ‘comer comida de verdade’, como carne, ovo, arroz, feijão, verduras”, ressalta Ceregatti.

comida-saudavelAgora, quem já está frágil devido à perda de massa muscular o tratamento envolve também o uso de suplementos específicos de reposição hormonal. “Mas sempre com critério médico”, frisa o geriatra.

O médico lembra que a OMS (Organização Mundial da Saúde) recomenda, como prevenção, o consumo de 1 a 1,5 gramas de proteína por kg/peso. Já quem está em tratamento deve consumir de 1,5 a 2 gramas de proteína por kg/peso.

 

Alimentos ricos em proteínas (a cada 100 gramas):

 

Frango – 32,8 gramas de proteína

Queijo – 26 gramas de proteína

Carne bovina – 26,5 gramas de proteína

Soja – 12,5 gramas de proteína

Quinoa – 12 gramas de proteína

Tofu – 8,5 gramas de proteína

Feijão – 6,5 gramas de proteína

Samu

Números

Socorristas do Samu, geralmente, são acionados nos acidentes pessoais como ‘queda da própria altura’. Em alguns casos essas quedas ocorrem após escorregão no banheiro, tropeços em tapetes ou com o próprio chinelo e também o desequilíbrio devido desnível em calçadas.

Confira os atendimentos nos meses de janeiro e fevereiro, deste ano:

 

Ambulância Alfa 01

Janeiro – 5 atendimentos de estado clínico leve e grave

Faixa etária: 33, 49, 70,76 e 88 anos

 

Ambulância Bravo 01

Janeiro – 14 atendimentos de estado clínico leve e grave

Faixa etária: 18, 20, 40, 56, 60, 70, 76, 80, 85, 90 e 96 anos

 

Ambulância Sierra 01

Janeiro – 18 atendimentos de estado clínico leve e grave

Faixa etária: 20-60 (5), 60 a 80 (7) Mais de 80 anos (6)

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