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Sarampo: Mogi Guaçu tem quatro casos suspeitos

Município não possui doses suficientes e corre o risco de ficar sem a vacina; Estado forneceu apenas mil doses para região

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O sarampo avança pelo interior do Estado de São Paulo com casos da doença registrados em 74 cidades, entre as quais Campinas e Mogi Mirim com 13 e um caso respectivamente, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, datados da última quinta-feira (22). Mogi Guaçu não faz parte da listagem por não ter casos confirmados, mas tem quatro casos suspeitos, de acordo com informações da VE (Vigilância Epidemiológica).

Entre os casos suspeitos há uma criança com menos de três anos, dois jovens com menos de 20 anos e outro adulto com mais de 30 anos. Foi feita a coleta de sangue e da secreção nasofaringe sendo o material enviado ao Instituto Adolfo Lutz. No entanto, não há previsão de quando serão conhecidos os resultados.

Através da Secretaria de Comunicação Social, a Secretaria Municipal de Saúde ressaltou que Mogi Guaçu não consta na relação de municípios com surto ativo de sarampo. Foi destacado ainda que toda a ação de profilaxia foi desencadeada em decorrência dos casos suspeitos, ou seja, a vacinação indiscriminada para os comunicantes.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que irá vacinar crianças de 6 meses a menores de 1 ano, lembrando que essa dose não será considerada como rotina – rotina só começa a partir de 1 ano de vida. No entanto, a Secretaria de Saúde não recebeu quantidades de vacinas para a campanha de imunização. “No momento estão sendo realizados vários bloqueios, como caxumba e rubéola. Por isso, há um risco de não haver vacinas suficientes. Foram remetidas 1 mil doses para toda a região”, traz a nota sobre a distribuição de doses pelo GVE (Grupo de Vigilância Epidemiológica) da Secretaria de Estado da Saúde.  

 

DOSE ZERO

É importante esclarecer que a chamada “dose zero” não substitui e não será considerada válida para fins do Calendário Nacional de Vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ª dose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela, respeitando-se o intervalo de 30 dias entre as doses. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente de a criança ter tomado a “dose zero” da vacina.

 

SAÚDE

Neste mês, o Ministério da Saúde alertou os profissionais de saúde das redes pública e privada em relação à proteção e aos cuidados para evitar a propagação do sarampo nas unidades de saúde do país.

Entre as orientações está que todos os trabalhadores dos serviços estejam vacinados; além da necessidade da oferta de treinamentos periódicos, em relação à segurança e riscos biológicos no trabalho; e remanejamento das gestantes que prestam assistência diretamente aos casos suspeitos e que não têm comprovação prévia de vacinação.

A orientação faz parte de um conjunto de recomendações enviadas para as Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde.

 

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