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São José: Substância não identificada atinge lagoa

Equipes do Samae e da Cetesb coletaram amostras de água, mas resultados das análises são divergentes

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É aguardada para a próxima semana a identificação do material que vazou na lagoa do Jardim São José. A diretoria do Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto) acredita em despejo clandestino e segue à procura destas evidências. Para a próxima semana, é previsto parecer sobre a análise técnica completa da amostra de água coletada na lagoa. O caso também é acompanhado pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo)

Por enquanto, em relação ao nível de oxigenação, os resultados apontados pela Cetesb e Samae são divergentes. A estatal aponta que o nível de oxigênio estava abaixo do padrão. Já a autarquia aponta parâmetros normais. O vazamento da substância ainda não identificada atingiu a lagoa do Jardim São José, na manhã desta quarta-feira (13). A princípio havia a possibilidade de tratar-se de esgoto, mas o superintendente do Samae, Elias Fernandes de Carvalho, adiantou que aconteceu um problema com a tubulação de esgoto na região, mas abaixo da lagoa já na altura do Córrego dos Ypês.

Segundo ele, a equipe do Samae esteve na lagoa e observou que o material à primeira vista não seria esgoto. “Pode ser até mesmo substância química, mas ainda estamos analisando para podermos falar com certeza”, disse. A equipe busca a origem do despejo clandestino. Elias adianta que, independentemente de qual seja a conclusão dos técnicos, a autarquia providenciará a troca de toda tubulação de esgoto daquela região que margeia a lagoa. Isto porque, a tubulação naquele trecho é muito antiga e os tubos, apesar de serem de cimento, estão gastos. Com isto, a equipe fará um paliativo na rede de esgoto até que seja concluído o processo licitatório para compra de tubos.

DENÚNCIA

O estudante Lucas de Souza Barbosa já havia observado problemas na lagoa desde a semana passada. Na segunda-feira (11), ele acionou o Samae e também a Cetesb. Cursando técnico em meio ambiente, o estudante diz estar inconformado com a falta de ação por parte das autoridades. Isto porque, revela que os peixes morrerão, assim como os alevinos. “A Cetesb mediu o oxigênio da lagoa e, na segunda-feira, estava em apenas 0,70, que é considerado baixíssimo”, comenta.

Lucas lembra que há oito meses foi feita a limpeza da lagoa que estava tomada por alfaces-d´água. À época o trabalho foi realizado por voluntários e a ONG Sentinelas do Rio Mogi Guaçu. Como as plantas aquáticas já estão às margens da lagoa, o estudante acredita que outra ação será realizada ainda este ano.

CETESB

A assessoria de imprensa da Cetesb informou que, após o recebimento da denúncia de mortandade de peixes, técnicos compareceram ao local e constataram alguns peixes mortos, isolados, na margem da lagoa, além de flocos de espuma. Foi efetuada medição do oxigênio dissolvido na água e verificado que o nível estava abaixo do padrão. Com isto, o Samae foi acionado para verificar a integridade de sua rede de esgoto.

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