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Roubo de combustível: DIG prende quadrilha especializada

Os criminosos agiam em grande parte da SP-340; os caminhões-tanque eram roubados e o produto vendido mais barato

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A DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Mogi Guaçu prendeu no início desta semana quatro integrantes de uma quadrilha especializada em roubos, principalmente de carga de combustíveis. As prisões de três homens e uma mulher foram divulgadas na terça-feira (14) pela delegada Edna Martins, titular da DIG, que está à frente das investigações que começaram há cerca de três meses e que seguem em andamento.

O líder da quadrilha, Sidnei Francisco dos Nascimento, 46, mora em Santo Antônio de Posse e foi detido em Mogi Guaçu, no bairro rural do Itaqui. Ele estava em um posto de combustíveis que iria receber metade de uma carga de 43 mil litros de álcool roubada no último dia 8, na cidade de Mococa. O motorista do caminhão que trazia a carga, Geraldo Bordin Neto, 36, de Jaguariúna, e uma funcionária do posto, Rosemeire Rodrigues Ueler Antunes, 39, que negociava a compra do produto ilícito, também foram detidos. O quarto membro da quadrilha, Luiz Betanin, 32, foi preso em Araras com um revólver 38.

quadrilha roubo cargaDe acordo com a delegada, no domingo (12), o mesmo caminhão abasteceu um posto de combustíveis no bairro do Tucura, em Mogi Mirim. “Metade dos 43 mil litros de etanol foi para Mogi Mirim e outra metade para Mogi Guaçu nesta segunda-feira”, comentou.

Segundo Edna, os dois postos que receberam a carga roubada são de um mesmo dono. “O proprietário foi identificado e será investigado”. Quanto ao funcionamento dos estabelecimentos, a delegada informou que, por enquanto, apenas as bombas foram lacradas. “Eu já acionei a Agência Nacional do Petróleo (ANP) e a Receita Estadual, que são os órgãos competentes para decidir se os postos serão lacrados ou não”.

Além das prisões, foram apreendidos durante a operação documentos, placas de veículos, dois caminhões tanque, uma arma longa calibre 12, um revólver 38, dois carros VW/Golf, além da metade da carga roubada, que chegou a ser um pouco descarregada no posto do Itaqui.

A delegada ainda destacou que o chefe da quadrilha apresentou documentos falsos quando foi abordado. Com isso, foi constatado que ele era foragido da penitenciária de Itirapina. “Ainda foi identificado que ele é um reincidente nesse crime, já que há alguns anos ele pertencia a uma quadrilha de Campinas”.

A DIG passou a investigar a quadrilha após várias vítimas de roubo de carga relatarem o modo como foram abordadas. “O modo que a quadrilha agia era o mesmo. Eles rendiam o motorista sempre com arma longa, o mantinha refém, depois o soltava e dias depois o combustível roubado era vendido bem abaixo do preço do mercado e sem nota fiscal”, relatou Edna.

quadrilha roubo cargaAté o momento, as investigações apontam o grupo como sendo autor de ao menos cinco roubos que foram cometidos na região, sendo que outros 25 registrados nos últimos dois nos podem ter sido executados pela quadrilha. Além disso, o número de integrantes do grupo também pode ser maior. “Já temos mais duas pessoas identificadas e pode haver outros membros”, explicou a delegada que não divulgou o nome dos integrantes da quadrilha, mas que foi apurado pela reportagem.

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