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Registro: País tem mais de 130 mil nomes diferentes

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Você já parou para pensar quantas pessoas no Brasil tem o mesmo nome que o seu? E se a gente te contar que é possível ter acesso a esta informação e ainda qual o Estado com mais concentração de pessoas com o seu nome? Legal, não é mesmo! Para isso, basta acessar o site do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística): www.educa.ibge.gov.br, no link Nome do Brasil.

Mas, além de disso, você conhece a história do seu nome e por qual motivo seus pais optaram por ele? E fala a verdade, se quase todos não conhecem uma pessoa com nome diferente. Ou, então, tem alguém na família com nome tão estranho que a pessoa passou a ser conhecida – e se reconhece – pelo apelido.

A Gazeta conversou com uma pessoa que tem nome pouco comum: Tristana. E conta esta história para vocês. 

IBGE

Dados do Censo Demográfico

ibgeNo Brasil, de acordo com o Censo Demográfico 2010, existem cerca de 200 milhões de habitantes com mais de 130 mil nomes diferentes. O site www.educa.ibge.gov.br, no link Nomes do Brasil, reúne atividades de geografia, história e estatística. É voltado para crianças e adolescentes. Mas, pode ter certeza de que qualquer adulto vai se divertir (e muito) levando um longo tempo conferindo os nomes. Aqui, na redação da Gazeta, foram muitos os pedidos: checa o meu nome, do meu pai, do meu irmão, da minha amiga …, enfim. A chefia que não nos ouça, mas ficamos um tempinho nesta brincadeira.

Com esta divulgação, o IBGE apresenta os nomes mais frequentes identificados pelo Censo Demográfico 2010, tendo por base a lista de moradores do domicílio em 31 de julho de 2010, data de referência do último levantamento. (O próximo será em 2020). Trata-se de divulgação oficial pioneira.

O Censo abrange a totalidade do Território Nacional, composto por 27 Unidades da Federação e 5 565 municípios, abrangendo 190,8 milhões de pessoas em 67,5 milhões de domicílios, nos quais foram recenseados os nomes de todos os moradores. A coleta foi efetuada, majoritariamente, por meio de entrevista presencial realizada pelo recenseador.

As informações disponibilizadas estão organizadas por sexo, para o total Brasil, Unidades da Federação e Municípios, constituindo um ranking formado pelos nomes de maior frequência no Censo Demográfico 2010. A investigação da idade foi efetuada por meio da pesquisa do mês e ano de nascimento.

Desse conjunto, alguns nomes sobressaem como preferidos pelos pais em algumas décadas, inspirados na literatura, na moda, ou inventados, enquanto outros se tornam menos populares. “Pode-se notar, no entanto, a perenidade de escolha de nomes bíblicos, possível reflexo da religiosidade da população brasileira”, traz o texto do IBGE.  

Mas, vale ressaltar que há explicações do IBGE a serem consideradas. E estas foram expostas em, três notas. Acompanhe:

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Nota 1

As formas variantes dos nomes foram contabilizadas distintamente, conforme registradas na lista de moradores do domicílio no momento da coleta do questionário, tenha sido este realizado pelo recenseador durante a entrevista presencial ou pelo próprio informante via Internet. Desse modo, nomes como Ana ou Anna, Ian ou Yan, Luis ou Luiz, entre outros, foram considerados de per si, com a grafia original da coleta. Também não foram previstos sinais diacríticos (acento agudo, acento circunflexo, acento grave, cedilha, trema e til), assim, nomes como Antônio, Cauã, Luís, Luísa, entre outros, foram considerados sem tais sinais.

 

Nota 2

O sexo dos moradores reflete o informado no momento da coleta do questionário, seja este preenchido pelo recenseador durante a entrevista presencial realizada, seja preenchido pelo próprio informante via Internet.

 

Nota 3

Somente são apresentados os nomes cuja frequência é maior ou igual a 20 para o total Brasil. Para a Unidade da Federação selecionada se exige uma frequência de ao menos 15 nomes iguais e para os municípios se exige uma frequência de ao menos 10 nomes. Por esta razão o total do Brasil para alguns nomes pode não ser igual à soma das Unidades da Federação assim como o total das Unidades da Federação de alguns nomes pode não ser igual à soma de seus municípios. Quando os resultados são apresentados por década os mesmos filtros são atribuídos para cada década. (Com Informações do IBGE)

Tristana
Tristana

FORA DO CENSO

Quase única!

O nome de nossa entrevistada, ou seja, Tristana não está elencada no Censo Demográfico 2010. A justificativa está na nota 3, do IBGE, ou seja, não há mais de 20 pessoas com este nome no Brasil. (Ao menos até o ano de 2010, data do Censo).

Portanto, Tristana, de fato, é nome pouco habitual em todo o país. Só saberemos se haverá mudanças a partir de 2020, ano em que deverá ser realizado o próximo censo demográfico. Com isto, será possível observar se haverão registros de outra Tristana. E ainda identificar se continuará a perenidade de nomes bíblicos.

Imagem - Nomes - 20 Nomes diferentes

FEMININOS E MASCULINOS

Confira os 20 nomes mais populares do Brasil *

Maria: 11.734.129

José: 5.754.529

Ana: 3.089.858

joão: 2.984.119

ANTÔNIO: 2.576.348

fRANCISCO: 1.772.197

cARLOS: 1.489.191

pAULO: 1.423.262                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                     

PEDRO: 1.219.605

LUCAS: 1.127.310

LUIZ: 1.107.792

MARCOS: 1.106.165

LUÍS: 1.107.792

GABRIEL: 932.449

RAFAEL: 821.638

FRANCISCA: 725.642

DANIEL: 711.338

MARCELO: 693.215

BRUNO: 668.217

EDUARDO: 632.664

 

*Dados do IBGE/Censo 2010


TRISTANA

Nome inspirado em filme

Tristana Cezaretto, 46 anos, teve o nome inspirado em filme homônimo “Tristana, Uma Paixão Mórbida”, no qual a personagem principal era vivida por Catherine Deneuve. O nome foi uma escolha da mãe depois de ter ouvido da irmã o nome da personagem principal. “Minha mãe ficou com o nome da personagem na cabeça e decidiu colocar em mim. Eu iria me chamar Karina”, conta a psicóloga e professora universitária.

É claro que Tristana quis assistir ao filme e comenta que a história é mórbida. Isto porque, com a morte da mãe, a jovem órfã fica sob os cuidados do padrasto de quem se torna amante. Porém, relata que foi única a sensação de ouvir chamar pelo seu nome sem estar se referindo a ela. Há registros de que a estreia do filme data de 29 de março de 1971. E Tristana nasceu em 26 de março de 1972.

A psicóloga se diverte ao relatar ter descoberto que seu nome está extremamente moderno, pois foi dado a um Avatar do Game LoL (League of Legends). “Por acaso que descobri que fui “atualizada”. Estava na Starbucks e, quando falei meu nome, a atendente na hora me olhou e brincou: você é um Avatar?”, recorda. Mas, apesar desta atualização, a psicóloga ainda segue tendo de soletrar o nome porque nunca entendem da primeira vez e, claro, relatar toda a história dele, especialmente aos alunos.

multi tristana nomesE ainda assim há quem a chame de Cristiana ou Cristina. Mas ela não se importa porque compreende que é um nome diferente. “Já fui até mesmo chamada de Sebastiana, ao telefone”, diz aos risos porque ainda ouviu a pessoa justificar que havia entendido o nome, mas achou impossível alguém se chamar Tristana.

Inevitável também é associarem o nome ao romance “Tristão e Isolda”, apesar de não haver qualquer ligação, e ainda com algo triste, acreditando que se trate da junção de triste + Ana. Nas redes sociais, Tristana já encontrou duas homônimas, no Twitter, e relata que ao criar seu e-mail também havia uma Tristana. E no Facebook há sete Tristanas. “Hoje, gosto do nome e é uma característica forte. Não me vejo com outro nome. Mas sei que não é um nome que chama atenção para alguém colocar em um filho. É muito particular”, argumenta.

Para registrar a filha, Tristana preferiu um nome mais comum: Sophia. Conta que não queria que a filha passasse por tudo que viveu, especialmente na infância, quando era a mais diferente da escola por chamar Tristana e também ser ruiva.

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