Home»Editorial»Quem espera… também cansa

Quem espera… também cansa

2
Compartilhamentos
Pinterest Google+

Os assuntos que rodeiam a Prefeitura de Mogi Guaçu já estão saturados da demora a serem resolvidos pelo Poder Público. Na semana passada foi o impasse envolvendo a feira livre que funciona no Parque Cidade Nova, há 40 anos, e literalmente tira o sono dos moradores do bairro que residem próximos à feira de domingo. O assunto não foi e nem será resolvido tão brevemente assim…

Nesta semana, o imbróglio é a situação precária com a qual os conselheiros tutelares de Mogi Guaçu têm de lidar desde as condições de trabalho até a falta da validade das conquistas trabalhistas asseguradas a eles por meio de lei federal. Outra vez a mesma ladainha dita pelo Governo Municipal emperra qualquer avanço na melhoria dessa situação. As queixas dos conselheiros tutelares não são novas e sequer desconhecidas do Poder Público. Então, por que a demora é tamanha em resolvê-las? Por que já não se enfrenta de uma vez por todas este problema para que um novo impasse possa chegar? Sim, afinal, vira e mexe são os mesmos problemas que aparecem assombrando a atual Administração. Nada é novo. Aliás, nem mesmo o governo do prefeito Walter Caveanha é novo. Ele está em 5º mandato e já está mais do que ciente dos impasses que o Conselho Tutelar enfrenta há anos, em Mogi Guaçu. Então, por que já não se priorizou a solução para isso? Os conselheiros tutelares, inclusive, enfatizaram que Walter Caveanha é o ‘pai’ do Conselho Tutelar, porque foi numa de suas administrações passadas que o órgão público foi instaurado na cidade. Portanto, a cobrança dos conselheiros é maior e mais forte para que Caveanha agilize os procedimentos a fim de que as melhorias alcancem o Conselho Tutelar. Durante muito tempo, mas muito tempo mesmo, a minuta do projeto de lei repousou na mesa do Chefe de Gabinete do prefeito. Agora, parece que tal minuta deu uma leve avançadinha rumo à Câmara Municipal. Ela se transformou em projeto de lei e o documento parece que já está sobre a mesa do prefeito aguardando pela assinatura dele para que, enfim, possa seguir para a votação dos vereadores.

Para um governante que exerce o 5º mandato com o apoio de outro ex-governante que também já administrou Mogi Guaçu por várias vezes é inadmissível que alguns assuntos mal resolvidos ainda pairem sobre a Prefeitura como se fossem nuvens negras ameaçando a falsa tranquilidade de uma cidade. A soma das experiências políticas já podia capacitá-los para resolverem problemas de ordem jurídica e de cidadania que se arrastam  anos e se revezam entre a Prefeitura e a Câmara Municipal. Portanto, estes mesmos problemas tornam-se a prova viva de que a gestão política e pública sempre reinou com pouco comprometimento junto à cidade e menos ainda perante ao seu povo.

 

Post anterior

Salão de Artes encerra inscrições dia 20

Próximo post

Um professor... 15 de outubro: Dia do Professor