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PS não atende a paciente de Mogi Mirim que aciona a PM

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A Polícia Militar foi acionada no início da tarde desta terça-feira (18) ao Pronto Socorro do Hospital Municipal “Dr. Tabajara Ramos”. Isto porque, um paciente alegou que não foi atendido pelo médico pelo fato de residir em Mogi Mirim. Aos policiais, o médico justificou que o paciente se recusou a fazer exame de toque.

Walter Leonardo Bueno do Prado disse que procurou atendimento médico por ter observado sangue nas fezes. Ele conta que a opção de levá-lo ao PS de Mogi Guaçu partiu da empresa em que trabalha, que também é de Mogi Mirim. O paciente alega ter feito a triagem, aguardado quase três horas para ser chamado e o problema ocorreu durante a consulta.

walter reclamacao pronto socorro

Aos policiais militares, o médico contestou a versão do paciente e afirmou que o mesmo se recusou a fazer o exame de toque, porém disse que, de fato, após a consulta teria de fazer o encaminhamento para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) de Mogi Mirim. Os policiais militares registraram a ocorrência que agora segue para a polícia civil.

O paciente que reside no Jardim Sbeghen, por sua vez, deixou o PS e disse que iria procurar assistência na UPA. Mas, ficou bastante irritado com a justificativa do médico a qual classifica como mentirosa.

Segundo Walter, ele também poderia ter dito que a recusa do atendimento ocorreu pelo fato de ser negro. Para o paciente, não há nada de errado em buscar atendimento em outra cidade. E admitiu que na ficha consta o endereço de parentes que moram em Mogi Guaçu.

OUTRO LADO

A Secretaria de Comunicação Social informou que é determinação da Secretaria de Saúde não atender pacientes de outro município em casos que não sejam de urgência e emergência, inclusive para evitar colocar a vida do paciente em risco.

Foi observado que o médico não precisa se justificar nesse caso porque não se trata de urgência e emergência, tampouco de omissão de socorro. Foi informado também que há vídeo mostrando que o paciente foi atendido e queria encaminhamento para a santa casa, mas como o pedido foi negado, resolveu registrar queixa.

walter reclamacao pronto socorro

“Com isto, o próprio queixoso, como admitiu, forneceu outro endereço, mas o sistema da secretaria de saúde identifica quem não é morador de Mogi Guaçu, devendo o mesmo procurar atendimento na cidade onde reside”, traz a nota. Logo em seguida à ocorrência, outras cinco pessoas de Mogi Mirim chegaram em uma kombi e também foram dispensadas porque não eram casos de urgência e emergência, uma vez que a determinação se aplica a todos em mesma situação.

 

 

 

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