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Proguaçu não pagará benefício para dependentes

A empresa municipal propôs que os próprios funcionários paguem integralmente a cota de seus dependentes

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A presidência da Proguaçu S/A pôs ‘nas mãos’ dos funcionários a decisão de retomar o convênio médico com a Unimed Regional da Baixa Mogiana. A empresa municipal admitiu de uma vez por todas que não tem como arcar com os valores da manutenção do benefício para os dependentes. Por isso, o diretor da Proguaçu, Airton Picolomini Restani, sugeriu aos funcionários que paguem os custos integrais da manutenção do convênio médico dos seus dependentes, temporariamente. “No momento, a Proguaçu não reúne condição alguma de outra solução para o caso da cobertura aos dependentes de seus funcionários”, diz o comunicado da empresa municipal enviado à Gazeta pela assessoria de imprensa da Prefeitura.

A razão para tal proposta é o fato de a Proguaçu não possuir as condições financeiras necessárias para reverter a situação. O comunicado ainda informa que “não havendo concordância de seus funcionários em arcar com pagamento integral dos valores de seus dependentes, estes venham a ficar descobertos do atendimento da Unimed em quaisquer que sejam os procedimentos”, pontuou.

Isso porque, até então, a cooperativa médica vinha mantendo os atendimentos emergenciais aos conveniados titulares e dependentes por meio do Hospital São Francisco. Apenas não realizou consultas médicas. Para tentar amenizar a situação crítica, a diretoria da Proguaçu quitou parte da dívida com os R$ 50 mil repassados pela Prefeitura, com aprovação da Câmara Municipal. O remanescente do débito – que ainda não teve seu valor revelado – está sendo parcelado em valores com os quais a Proguaçu possa arcar, sem novos atrasos.

Diante disso, a empresa municipal ofereceu a possibilidade de retorno do plano de saúde a todos os funcionários titulares e aposentados titulares, ressaltando que a manutenção dos dependentes não poderá ser paga.

Histórico

O convênio médico está suspenso desde a zero hora do último dia 5 de agosto e apenas os atendimentos emergenciais foram mantidos.

A Proguaçu tem, em média, 142 funcionários que são contratados por meio de processo seletivo. Ou seja, não possuem nenhum vínculo com a Prefeitura. No caso, o convênio médico é assegurado a eles por causa de uma lei municipal que garante a extensão do benefício aos funcionários das autarquias (Feg, Samae, Hospital Municipal “Dr. Tabajara Ramos” e Faculdade Municipal “Professor Franco Montoro”) e de empresas municipais, como é a Proguaçu.

Somente com o pagamento do convênio médico e das cestas básicas, a Proguaçu desembolsa cerca de R$ 49 mil por mês, sendo que a arrecadação mensal da empresa municipal gira em torno de R$ 450 mil.

Vale lembrar que por ser uma empresa municipal, porém sem vínculo com a Prefeitura, a Proguaçu não pode receber nenhum tipo de repasse financeiro ou ajuda de custo da Prefeitura. A única maneira de a Administração Municipal auxiliar nas finanças da Proguaçu é contratando a empresa para fabricar e instalar blocos de concreto, sarjetas e manutenção de prédios públicos, além de construções. Porém, para isso, a Proguaçu precisa vencer as licitações. (Com informações da assessoria de imprensa da Prefeitura)

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