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Profissão: Professor? 15 de outubro: Dia do Professor

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Professor. Será que os jovens de nosso tempo ainda pensam nessa profissão com a mesma esperança e vontade de exercê-la que os jovens de antigamente? Segundo a revista Educação (Editora Segmento), na matéria publicada em seu site, no dia 29 de junho deste ano, cada vez menos jovens desejam ser professores. Assim, parece que se foi o tempo em que os jovens enxergavam nessa profissão uma boa carreira.

Segundo a Revista, “entre 2006 e 2015, a taxa de adolescentes brasileiros de 15 anos que almejavam seguir a carreira docente caiu de cerca de 7,5% para apenas 2,4%. Os dados foram revelados por um relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgado em junho”. Essa pesquisa aponta ainda que o desinteresse pela docência incluem fatores como salários baixos e pouco reconhecimento da profissão na sociedade. Mas, se ninguém mais quiser ensinar, principalmente na Educação Básica, como ficará o Ensino no Brasil e nos demais países em que foi feita a pesquisa, cujos índices também não foram quase nada animadores?

O que se vê nas salas de aula das escolas públicas atualmente é uma via de mão dupla em que nem aluno, nem professor se encontram. Cada um, a seu modo, busca exercer seu papel, como se um soubesse da existência do outro, mas não encontrasse meios de aproximação. Assim, vemos como verdade a máxima proferida pelo educador Mozart Neves Ramos, Diretor de Articulação e Inovação do Instituto Airton Senna, que diz: “O Brasil ainda tem uma escola do século XIX, professores do século XX e alunos do século XXI”.

A frase de Ramos, aliás, foi comentada durante o 2º Seminário de Multiletramentos, Hipermídia e Ensino, realizado no IEL (Instituto de Estudos da Linguagem), na Unicamp, em 27 de setembro deste ano, que também abordou o tema da formação de professores. Isso mostra que é grande a preocupação em fazer com que pelo menos alunos e professores se reencontrem pela Educação, que, apesar dos pesares, segue firme em seu caminho.

Caminho Suave. Esse era o nome de uma importante cartilha pela qual muitos de nós fomos alfabetizados. Porém, esse caminho, nada suave, do ensino público brasileiro tem sido cada vez mais questionado por educadores, filósofos e pensadores contemporâneos, que veem numa reformulação geral a saída para a crise no Ensino. Haja vista a implementação da BNCC (Base Nacional Comum Curricular), documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. Você, com certeza, já deve ter ouvido falar nisso. E, se já ouviu falar e é professor, sabe que é mudança.

Mudar. Isso é o que a Educação, por meio de um bom professor, pode fazer. Mudar a mentalidade, mudar a esperança e a inclinação de crianças, jovens e adultos para aprender. No tempo em que a informação está cada vez mais acessível a um número cada vez maior de pessoas, saber o que fazer com esse volume de informações para transformá-lo em conhecimento é dever de quem deseja evoluir. Para isso, um professor “cai bem”.

Professor. Será que os jovens de nosso tempo ainda pensam nessa profissão com a mesma esperança e vontade de exercê-la que os jovens de antigamente? Pois é, independentemente das pesquisas, sentimos que não tem sido assim. É uma pena. Mário Sérgio Cortella, pensador contemporâneo, tem uma frase que diz: “Insatisfação é o que nos move”. Se for assim, a profissão de professor ainda terá uma chance de continuar.

 

Olivaldo Júnior é poeta, escritor e trabalha como Oficial Administrativo Júnior na Escola “Professor Cid Chiarelli” da Feg

 

 

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