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Premiatta silencia sobre geração de empregos

Inauguração ocorreu na tarde de sexta-feira (29)

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Quantos empregos a empresa vai gerar em Mogi Guaçu?

Deste total, quantos serão destinados à mão de obra local?

Quando, de fato, começa a produção na fábrica guaçuana?

Quanto a Premiatta irá injetar na economia da cidade?

Porque a empresa escolheu Mogi Guaçu para se instalar e quais os planos de expansão?

Por que a empresa demorou a iniciar suas atividades no município?
Em qual local os interessados nas vagas devem deixar seus currículos?

A partir de quando a Premiatta começa as contratações?

 

Estas são algumas das perguntas que a reportagem da Gazeta iria fazer à direção da empresa, caso não tivesse sido barrada na portaria, na tarde de ontem (29), minutos antes de começar a inauguração da fábrica em Mogi Guaçu.

Durante toda a semana, dezenas de telefonemas chegaram à redação em busca de informações sobre contratação para a Premiatta. A todos os telefonemas os repórteres orientavam para que os interessados fossem diretamente à portaria da empresa ou ao PAT (Posto de Atendimento ao Trabalhador), já que não havia nenhuma informação oficial da empresa que pudesse ser repassada.

Na tarde de ontem, a reportagem esteve na empresa, a fim de acompanhar a inauguração da fábrica, porém não teve liberação para participar do evento, que já vinha sendo anunciado, inclusive, pela Prefeitura.

No último release enviado, por exemplo, a assessoria de imprensa da Prefeitura informou data, horário e cronograma da inauguração da Premiatta, que é esperada por muitos guaçuanos desempregados.

Premiatta

Histórico

O desencontro de informações pode ser percebido desde quando a direção da Fórmula Foods – que detém a marca Premiatta – anunciou a vinda para Mogi Guaçu, em dezembro de 2013. Na ocasião, o prefeito Walter Caveanha (PTB) já demonstrava cautela em falar sobre o assunto e preferiu aguardar a vinda dos empresários para confirmar a instalação da fábrica na cidade. A cautela do prefeito se justifica diante de quatro adiamentos para o início da produção na cidade.

Ainda em dezembro de 2013, a direção da Premiatta anunciou que a previsão era de que a Central de Distribuição, o que inclui a exportação, estivesse em funcionamento a partir da primeira quinzena de janeiro de 2014. Cerca de 20 vagas iniciais seriam preenchidas de imediato por meio do PAT, o que não aconteceu totalmente.

Outra expectativa frustrada foi o cronograma para a produção dos principais produtos da linha de rações que deveria ter começado entre maio e junho do ano passado. À época, a Gazeta esteve na Premiatta em busca de informações sobre as razões que fizeram a empresa adiar o cronograma previsto. Porém, já naquela ocasião, um dos diretores da empresa estava no local, mas não quis fornecer informações sobre o início do funcionamento. Em junho de 2013, a empresa empurrou o início da produção para outubro daquele ano, o que também não ocorreu.

E o último adiamento foi no primeiro trimestre do ano passado, quando venceu o último prazo dado pela empresa para que a produção da fábrica tivesse início em Mogi Guaçu.

Embora a inauguração tenha ocorrido ontem, por enquanto, no local funciona apenas uma Central de Distribuição. A Premiatta ocupa o prédio da antiga NY Looks, no Distrito Industrial “Getúlio Vargas II”.

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