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Prefeitura recua e direitos trabalhistas são mantidos

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O presidente do Sindiçu (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mogi Guaçu e Região), Valdomiro Sutério, o Miro, anunciou na tarde desta sexta-feira (4) a manutenção dos direitos trabalhistas da categoria assegurados no acordo coletivo. De acordo com ele, o sindicato conseguiu barrar os cortes previstos nesses direitos por meio da negociação feita na manhã desta sexta-feira entre o sindicato e a equipe do prefeito Walter Caveanha (PTB). “A Prefeitura recuou e vai manter os pagamentos das horas trabalhadas nos feriados, não vão mais limitar as horas extras e vão manter as faltas abonadas. Apenas a compensação de horas será decidida em comum acordo entre as partes. É uma vitória para a categoria e o sindicato segue cumprindo seu papel de defender os interesses dos servidores municipais”, pontuou Miro.

No entanto, não houve avanços nas negociações em relação ao dissídio da categoria. Ou seja, o aumento salarial segue zerado. “O Governo Municipal segue insistindo que irá negociar o índice de reajuste somente no segundo semestre deste ano. Por enquanto, o índice é zero”, observou Miro.

Ele afirmou que a preocupação da diretoria do Sindiçu é quanto ao reajuste nos valores do convênio médico mantido pela Prefeitura de Mogi Guaçu. Isso porque, a licitação para contratar a empresa que irá oferecer o plano de saúde para os servidores municipais será feita na semana que vem e já virá com o índice de reajuste nos valores. “E daí? Como que o trabalhador ficará tendo que pagar um valor mais alto pelo plano de saúde sem ter recebido nenhum centavo de aumento salarial?”, questionou o sindicalista.

Miro mantém a assembleia geral, na próxima segunda-feira
Miro mantém a assembleia geral, na próxima segunda-feira
 

Para prosseguir com esta negociação econômica, Miro manteve a assembleia geral da categoria, que será realizada na próxima segunda-feira (7), a partir das 19 horas, em frente à Câmara Municipal. “Vamos conversar para saber o que vamos fazer em relação a esta ausência de dissídio até agora. É importante que os servidores municipais compareçam à assembleia e nos ajude a tomar alguma decisão”, afirmou Miro.

Vale ressaltar que nas negociações dos direitos trabalhistas, o Governo Municipal não negociou no acordo coletivo a atribuição de aulas dos professores da rede municipal de ensino. “Porque ainda tem um processo trabalhista tramitando na Justiça sobre este assunto especificamente. Então, a Prefeitura não quis negociar este quesito”, esclareceu Miro.

A princípio os servidores públicos municipais pediram reajuste de 8%, sendo que 6% é de aumento real e o restante refere-se ao índice da inflação acumulada nos últimos 12 meses. A proposta foi recusada e a categoria, então, decidiu reivindicar 5% de aumento salarial. O Governo Municipal também não aprovou este índice.

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