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Prefeitura negociará dissídio no 2º semestre

Categoria terá de esperar para saber se terá ou não reajuste salarial; folha de pagamento custa R$ 18 milhões/mês

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A Administração Municipal não irá negociar o reajuste salarial dos servidores públicos antes do segundo semestre deste ano. Embora a data base da categoria tenha sido em março, o secretário municipal da Fazenda, Roberto Simoni, justifica que não há condições, neste momento, de aumentar os gastos, principalmente com a folha de pagamento. “Atualmente, pagamos R$ 18 milhões por mês com a folha dos servidores. Neste valor não estão incluídos os benefícios, como o plano de saúde, cesta básica e plano odontológico, que custam aos cofres pouco mais de R$ 1 milhão por mês”, afirmou Roberto.

Diante disso, ele estima que o índice de gastos com a folha de pagamento até o fim deste ano alcance os 51.07% da receita do município, já que por ano a estimativa é que a folha custe R$ 238 milhões. “Este índice de 51.07% está dentro do que a Lei de Responsabilidade Fiscal permite”, pontuou o secretário. Vale reforçar que a Secretaria da Fazenda não pode ultrapassar os 54% do orçamento do município com a folha de pagamento.

Justamente por esta razão, Roberto Simoni ressalta que não é prudente tratar do reajuste salarial dos servidores municipais antes do segundo semestre. “Precisamos esperar para percebermos o comportamento da economia e assim ter uma estimativa sobre como será o fechamento deste ano para os cofres públicos”.

Roberto Simoni
Roberto Simoni

Sabendo que as despesas do município não vão aumentar, a equipe econômica do prefeito Walter Caveanha (PTB) decidiu recuar do corte de alguns direitos trabalhistas dos servidores municipais e manter desde as três faltas abonadas para os professores da rede municipal de ensino até o pagamento das horas extras para quem trabalhar no plantão de 12/36 horas. “Estas despesas já estão incluídas no orçamento atual da Prefeitura. Claro que queríamos fazer a valer a nova lei trabalhista e economizar ainda mais com a folha de pagamento dos servidores municipais. Porém, como não será dado neste momento o repasse da inflação no dissídio da categoria, vamos manter o pagamento das horas extras e das faltas abonadas”, explicou Roberto Simoni.

Quanto ao reajuste nos valores do convênio médico oferecido pela Prefeitura aos servidores municipais, o secretário da Fazenda informou que é imaturo prever qualquer índice, agora. “A licitação ainda nem foi feita. Temos de esperar, porque podemos conseguir uma redução nos valores ou um reajuste menor. Temos que aguardar para concluirmos a licitação, aguardar os prazos de recursos e somente depois vamos saber qual será o valor do plano médico para cada servidor municipal.

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