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Prefeitura: meta é reduzir 20% dos gastos

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Numa estratégia de planejamento financeiro, a Secretaria Municipal da Fazenda deu a orientação: todas as Secretarias Municipais têm de reduzir gastos, principalmente com as horas extras praticadas pelos servidores públicos municipais. De acordo com o secretário da Fazenda, Roberto Simoni, a medida está sendo exigida agora visando assegurar o equilíbrio das finanças da Prefeitura de Mogi Guaçu a partir de outubro. “Temos de equacionar despesas. E isto tem de ser feito agora, neste momento para que no fim do ano tenhamos fôlego suficiente para quitar as despesas feitas seja com fornecedores ou com o pagamento dos próprios servidores”, explicou.

Embora a redução no número de horas extras seja o principal alvo, Roberto Simoni esclarece que os cortes de gastos serão feitos pelas próprias Secretarias Municipais conforme a prioridade de cada uma delas. “Cada Secretaria irá analisar onde poderá reduzir seus gastos e irá aplicar o corte. Em algumas o número de horas extras terá realmente de ser diminuído. Não em jeito. Também teremos de evitar o acúmulo no banco de horas para que não se caia na contradição de ter – mais cedo ou mais tarde – de pagar as horas que extrapolarem”, pontuou o secretário.

A meta é reduzir 20% seja nas horas extras ou em outros itens que cada Secretaria Municipal julgar necessário. Obviamente, Roberto Simoni deixou claro que a Prefeitura reconhece alguns serviços como sendo essenciais. Por isto, nestes casos, as horas extras vão prosseguir. “É o caso, por exemplo, dos coletores de lixo. É um serviço essencial. Não podemos reduzir a carga de trabalho. Na saúde também poderá ocorrer casos nos quais serão feitas campanhas de vacinação, por exemplo. Também precisará de servidores para atingir a meta da vacinação e as horas extras terão de ser feitas”, enfatizou.

Coleta de lixo é considerada serviço essencial à população
Coleta de lixo é considerada serviço essencial à população

Entre esta quarta-feira (14) e quinta-feira (15), alguns servidores municipais ligaram na Redação desta Gazeta queixando-se do corte das horas extras, principalmente na Secretaria Municipal de Educação e também no Samae (Serviço Autônomo Municipal de Água e Esgoto).

No entanto, o secretário frisou que todas as horas extras que já foram feitas serão pagas pela Prefeitura sem nenhum prejuízo aos servidores e reforçou: “Temos de apertar um pouco agora para garantir certa tranquilidade a partir do último trimestre deste ano. Não posso contar somente com a previsão de que a arrecadação da Prefeitura irá melhorar. Temos de agir agora reduzindo gastos”, concluiu.

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