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Prefeitura fecha motel após denúncia de prostituição

Estabelecimento fica na região do Posto Rio Guaçu, conhecida pela prática de prostituição em vários pontos

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O motel Pleasure, que fica no Jardim Guaçu Mirim I, bairro popularmente conhecido como sendo a região do Rio Guaçu e que fica localizado às margens da SP-340, em Mogi Guaçu, foi lacrado na última quinta-feira (12) pela Prefeitura. A ação foi feita por servidores da Secretária de Planejamento e Desenvolvimento Urbano. De acordo com a assessoria de imprensa da Prefeitura, o estabelecimento foi lacrado por falta de alvará de funcionamento. Além disso, uma representação feita no Ministério Público constatou irregularidades no local.

Porém, essas irregularidades não foram descritas pela assessoria mesmo após uma série de questionamentos serem enviados pela Gazeta. A assessoria informou que o motel foi notificado e multado por três vezes, sendo que na terceira vez ocorreu uma interdição que não foi respeitada, por isso, houve a decisão de lacração.

Em fevereiro deste ano, a Gazeta relatou uma reclamação feita pelo proprietário de um hotel instalado na Avenida Waldemar Armani, mesmo endereço do Motel Pleasure. À época, ele disse que iria acionar o Ministério Público contra o estabelecimento. De acordo com o empresário, o que funcionava no local, na verdade, era um bordel de prostituição e não um motel. Ele relatou os problemas que estava enfrentando em uma reunião do Conseg (Conselho Comunitário de Segurança).

As queixas eram acerca da insegurança gerada pela prostituição e até mesmo pela venda de entorpecentes na região, prejudicando, assim, o seu hotel. Ele também chegou a dizer que tinha planos de revitalizar o espaço, instalando no local até mesmo uma praça com o objetivo de dar uma nova cara à região. O empresário disse ter encaminhado diversos ofícios à Prefeitura. A Gazeta tentou entrar em contato com o dono do hotel após a lacração, a fim de saber se a representação citada no Ministério Público é de sua autoria. Porém, o contato não foi possível, já que ele encontra-se atualmente fora do país.

NÃO É BORDEL

Proprietária de motel nega prostituição e fala sobre alvará

Érika Aparecida Barros, 37, proprietária do motel Pleasure falou com a Gazeta nesta sexta-feira (13). Ela explicou que há dois anos comprou o local onde até então funcionava uma oficina mecânica. “Eu fiz uma adaptação e instalei os quartos”. Com isso, ela afirmou que abriu o CNPJ do motel e, desde então, tem tudo legalizado. “Desde o início eu sempre paguei tudo o que a Prefeitura solicitou de impostos, a licença do Corpo de Bombeiros”.

Érika

No entanto, ela disse que nunca conseguiu a liberação do alvará de funcionamento porque cada vez que vistorias eram feitas no prédio a Prefeitura pedia uma mudança. “Uma hora argumentavam que estava faltando alguma coisa, outra hora falavam que a medida do portão não era compatível”, completou.

Diante disto, Érika disse que neste ano mandou fazer uma planta nova para o prédio com o objetivo de cumprir as exigências. Porém, ela passou a receber notificações e multas da Prefeitura, sendo que, de acordo com ela, a última notificação deu um prazo de 15 dias para regularização. “Não sei porque lacraram, estou dentro do prazo ainda”.

Quanto às multas que recebeu, ela disse que não efetuou o pagamento porque esperava uma nova vistoria.  A dona do motel disse que, agora, vai recorrer da decisão e que seu advogado já representou na Justiça contra a lacração e que ela pretende reabrir o quanto antes o estabelecimento.

 

Rebate

Quanto às denúncias de prostituição, Érika foi enfática ao negar que no local funcionava um bordel. “Não é bordel, é motel”. Ela pontuou que tem uma empresa aberta, paga impostos, tem quatro funcionários e contas para pagar. A proprietária do motel falou sobre o dono do hotel, seu vizinho de rua. “Ele já me notificou também e fica dizendo que o meu movimento atrapalha ele”.

Quanto às denúncias de prostituição, ela esclareceu que as meninas que ficam em seu motel pagam para pernoitar no local, como outro cliente qualquer, e que a maioria delas ficam de dois a três dias e depois vão embora. Com isso, ela ressaltou não ter qualquer tipo de ligação com as meninas. “Elas são livres, qualquer uma que está ali pode entrar”.

Ainda segundo Érika, drogas não são permitidas em seu motel que tem regras como hora para chegar e hora para sair. “Sou apenas uma cidadã comum querendo trabalhar”.

 

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