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Prefeitura aumenta capital social da Proguaçu

Os vereadores autorizaram a Prefeitura a repassar o valor de até R$ 1,3 milhão para a autarquia em um ano

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O projeto que aumenta o capital social da Proguaçu foi aprovado pelos vereadores na sessão da Câmara da última segunda-feira (29) e gerou muita discussão entre os vereadores. Os da oposição não concordaram com a aprovação em regime de urgência, uma vez que o Executivo só apresentou o projeto horas antes do início da sessão.

O projeto de lei nº 107 autoriza o aumento em até R$ 1.320.000,00 o capital social da Proguaçu- Empresa Municipal de Desenvolvimento e Habitação de Mogi Guaçu. Ou seja, a Prefeitura foi autorizada pelo Legislativo a fazer o repasse desse valor, considerado como crédito especial, para a autarquia no período de até 12 meses.

O aumento do capital social foi questionado pelos vereadores da oposição, uma vez que os da base de sustentação do prefeito já estavam alinhados para a aprovação do projeto, como queria o prefeito Walter Caveanha (PTB). Os vereadores Fábio Aparecido Luduvirge Filetti (PSDB), Guilherme de Sousa Campos, o Guilherme da Farmácia (PSD), e Natalino Tony Silva (Rede) foram contrários ao projeto. “Um projeto dessa magnitude sendo votado na calada da noite. O aumento do capital social já foi aprovado por essa casa em 2017 e 2018 no valor de R$ 800 mil cada ano e agora mais esse aumento. Os outros repasses foram feitos porque resolveriam os problemas da Proguaçu e não mudou”, questionou o vereador Fabinho.

Para ele, não é novidade que a autarquia tem trazido apenas prejuízos financeiros ao município e, por isso, outros repasses foram feitos, além do fechamento da fábrica há um ano. Porém, a Prefeitura até agora não apresentou um plano de trabalho para mudar esse cenário. “Disseram que fariam uma adequação e só ficou no blá blá blá. Agora essa Casa irá dar outro cheque em branco para a Proguaçu, sendo agora de mais de R$ 1 milhão. Não dá para votar assim, sem o projeto ser melhor analisado e discutido”, afirmou em tribuna.

Guilherme
Guilherme

O vereador Guilherme da Farmácia fez coro ao colega e disse que votaria contra o projeto por não concordar com a maneira que ele chegou para votação na Câmara. “Fomos pegos de surpresa com esse projeto e questiono aqui o motivo de votar esse projeto às pressas. Só porque o prefeito mandou?”, perguntou aos colegas que assistiam ao seu discurso ao questionar a falta de informações por parte do Executivo. “Cadê o plano de trabalho para essa Câmara saber o que será feito com esse dinheiro?”.  

Para ele, os créditos especiais que estão sendo repassados para a Proguaçu não tem sido suficientes para sanar as dívidas da autarquia. “Todo ano o prefeito manda esse projeto para cá. E agora é um valor alto para uma autarquia que só apresenta deficit”, reclamou.

 

Situação

A maioria dos vereadores que compõem a base do prefeito na Câmara correu para a tribuna para explicar o motivo da votação. Segundo eles, o dinheiro irá a ajudar a Proguaçu a pagar, inclusive, funcionários. Porém, na justificativa enviada à Câmara, Walter Caveanha informou que o recurso é para que a Proguaçu resolva as pendências financeiras com encargos fiscais. A informação foi confirmada pelo presidente da autarquia, Luís Wanderley Brunheroto. 

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