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Prefeito deve decretar tarifa de R$ 4

O decreto que regulamenta o novo valor foi publicado neste sábado (16)

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O decreto sobre o novo valor da tarifa do transporte coletivo ainda será publicado. A decisão sobre o valor caberá ao prefeito Walter Caveanha (PTB) que, segundo o secretário de Obras e Viação, Salvador Franceli, não concordou nem mesmo com os valores apontados pelo Comutran (Conselho Municipal de Trânsito) de R$ 4,20 (catraca) e R$ 4 (cartão), acenando com o valor único de R$ 4. A Viação Santa Cruz pediu R$ 5,91, arredondando o valor para R$ 5,90.

A colocação foi feita na noite da última terça-feira (12), durante a audiência pública sobre a tarifa do transporte coletivo. A estimativa é de que o novo valor passe a vigorar a partir de 12 de outubro, ou seja, 30 dias após a audiência pública.

Salvador
Salvador

Realizado na Câmara Municipal, o encontro atraiu um público de 60 pessoas que se acomodou nas galerias e também nos assentos disponíveis no plenário. A maioria dos vereadores também marcou presença: Fábio Aparecido Luduvirge (PSD), Francisco Magela Inácio, o Chicão do Açougue (PSDB), Guilherme de Souza Campos, o Guilherme da Farmácia (PSD), Jéferson Luís da Silva (PROS), Luciano Firmino Vieira (PP), Luiz Zanco Neto (PTC), Luiz Carlos Nogueira, Carlos Kapa (PSD), Natalino Tony Silva (REDE) e Rodrigo Falsetii (PTB).  

A Viação Santa Cruz, a empresa que explora o serviço de transporte público, foi representada por Valdemir Valentin Lovo (coordenador de operações de transporte) e Luiz Pezoti (coordenador de tráfego). Foram três horas de audiência com as abordagens de várias questões referentes ao transporte público, como qualidade dos ônibus e acessibilidade, além do valor da tarifa. Todos que quiseram expor ideias, fazer críticas e dar sugestões puderam fazer uso do microfone.

Logo de início, Franceli explicou que os valores propostos para a tarifa do transporte público haviam sido apresentados ao prefeito Walter Caveanha (PTB), ou seja, R$ 5,91 (valor proposto pela Viação Santa Cruz), R$ 4 (catraca) e R$ 4,20 (cartão), sendo estes últimos sugeridos pelo Comutran. “O prefeito não concorda com a proposta e a decisão final é dele, não é nossa (Comutran)”, pontuou o secretário que também preside o Comutran.

 audiencia tarifa onibus

GRATUIDADE

Também foi adiantando que novo processo de licitação para exploração do transporte púbico em Mogi Guaçu deve ser realizado ainda este ano, sendo que a nova empresa começa a operar no início de 2018. E, assim como nas audiências anteriores, Franceli seguiu afirmando que a gratuidade aos aposentados e pensionistas tem reflexo direto no valor da tarifa. “Poucos pagam muito e muitos pagam pouco”, frisou, exemplificando que 40% dos usuários do transporte coletivo não pagam tarifa.

Todavia, Franceli reconheceu que alterações na lei da gratuidade colocam o Poder Legislativo em uma situação delicada. No entanto, entende que é preciso que haja revisão que, por exemplo, limite a idade e a renda do aposentado para que o mesmo tenha direito à gratuidade. “Também podemos pensar em limitar as viagens porque há registro de aposentado que utilizou o ônibus 18 vezes em único dia”, sugeriu.

Alguns dos presentes não concordaram com a retirada do direito dos aposentados e cobraram maior transparência na divulgação dos atos do Comutran, pedindo o mesmo em relação à planilha paramétrica usada como referência pela Viação Santa Cruz. E foram muitas as queixas sobre o valor da tarifa, seja o atual ou os propostos pela Viação Santa Cruz e Comutran.

 

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Artigo: 11 de setembro de 2001

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