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Prefeito desiste de contrato com CR após família ser feita refém

Grupo de reeducandos atuava na limpeza urbana desde o final do ano passado

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A Prefeitura de Itapira decidiu encerrar o convênio com o Centro de Ressocialização de Mogi Mirim. A decisão foi tomada nesta semana pelo prefeito José Natalino Paganini (PSDB) e ocorreu logo após um assalto com reféns cometido por três detentos que integravam o grupo de limpeza na cidade. O convênio foi firmado com a Funap (Fundação Doutor Manoel Pedro Pimentel) no final do ano passado e permitia o emprego de mão de obra de detentos em regime semiaberto em serviços de limpeza no município.

O assalto aconteceu na última segunda-feira (8), quando os detentos invadiram uma residência dentro de um condomínio fechado e fizeram uma família refém. Após o roubo eles fugiram. Após a repercussão negativa do caso, o prefeito itapirense lamentou o ocorrido e determinou o encerramento do convênio com o CR. Paganini abriu processo seletivo para contratação de 20 funcionários. 

O programa de reinserção de sentenciados e egressos do sistema penal paulista foi criado em 2006 e, desde então, diversos municípios e empesas têm firmado parceria com o Estado. A Prefeitura de Mogi Mirim, por exemplo, conta atualmente com cerca de 50 reeducandos no trabalho de limpeza urbana. Segundo a assessoria de imprensa, a atenção foi redobrada após a ocorrência registrada na cidade vizinha. Em mais de um ano de contrato apenas uma ocorrência foi registrada, quando um detento fugiu e depois praticou um roubo cidade.

315_Velório Otília Papa Barros Munhoz e PaganiniO caso tido como isolado não prejudicou o contrato e os detentos continuam realizando os serviços de limpeza em Mogi Mirim. O secretário de Serviços Municipais, José Paulo da Silva, disse que a filosofia de trabalho é explicada aos presos e que o resultado tem sido positivo. “Desde o início do convênio nós passamos para eles que o respeito é primordial. Então, eles respeitam os encarregados e os munícipes e também são respeitados. Essa tem sido nossa linha de trabalho”, comentou.

Zé Paulo ressaltou que a mão de obra dos detentos tem sido importante para a manutenção das áreas verdes do município. O secretário ressaltou que tem recebido elogios da população e acredita que o preconceito vai diminuindo com o tempo. “Elogiamos o trabalho deles e tem ficado muito bom e realmente é fato que eles ajudam na limpeza pública, principalmente na roçagem, capina, retirada de galhos. A mão de obra deles é muito importante e eles estão capacitados para o serviço”, contou.

O diretor do Centro de Ressocialização de Mogi Mirim, Claudiomiro Sabino Pereira, também lamentou o ocorrido em Itapira e disse que o caso isolado não irá prejudicar os contratos em vigência. Ele citou a cidade de Campinas que mantém convênio há mais de 10 anos com o CR. “Foi um caso isolado que infelizmente aconteceu. Estive conversando com o prefeito de Itapira e oficialmente ainda não fomos comunicados sobre o encerramento do contrato. Fiz uma reunião com os reeducandos sobre esse episódio e disse que os maiores prejudicados são eles quando ações negativas são registradas. A boa prática não prolifera tanto quanto a negativa”, ressaltou.

O diretor do CR disse que, além dos municípios, empresas estão contratando os reeducandos e que o trabalho tem sido positivo.

 

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