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Por que a Reforma da Previdência é necessária

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O Estadão noticiou: “Presidente da Câmara [Rodrigo Maia] diz que reforma da Previdência será votada em outubro”. O jornal informa ainda que o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que a reforma “será votada neste ano, sim,  senhor”. No texto, o Estadão comenta: “A mudança na Previdência é um dos principais – senão o principal – projetos da equipe econômica [Meirelles] para reequilibrar a economia brasileira”. O governo tem razão. Vejam a seguir porque.

Fania Rodrigues, em texto na revista Caros Amigos, sob o título “Crime Sem Castigo”, faz essa estarrecedora revelação: “Entre os grandes devedores de impostos, cerca de 4 mil pessoas físicas e jurídicas possuem dívida acima de R$ 50 milhões cada uma. Somadas, as dívidas dos grandes sonegadores totalizam R$ 906 bilhões [pasmem!]”. Adiante essa outra estarrecedora revelação: “Os campeões de sonegação são as empresas de grande porte. A metade das quinhentas maiores empresas do País não paga Imposto de Renda (IR). O mesmo ocorre com os bancos. Das 66 maiores instituições financeiras, 42% não recolhem IR, segundo estimativa da Receita Federal”. Outra revelação da jornalista: “O Brasil tem hoje cerca de 70 mil pessoas consideradas super-ricas, com renda média anual de R$ 4 milhões.

E o estudo concluiu que esses milionários pagam menos impostos, na proporção do que ganham,  que um cidadão típico de classe média alta, sobretudo o trabalhador assalariado. (…) Primeiro porque dois terços, ou seja, 66% dos seus ganhos, composto de lucros e dividendos, são isentos de impostos (sic)”. Informa ainda Fania Rodrigues: “A sonegação, assim como a corrupção, impede que a sociedade se beneficie dos recursos públicos, já que os impostos deixam de ser convertidos em serviços básicos como saúde, educação e seguridade social (assistência social e Previdência). No entanto, a pesquisadora Grazielle Custódio David chama a atenção para o fato que a sonegação  é percebida de forma diferente e não gera a mesma indignação que a corrupção provoca. “A sociedade  não vê a sonegação como crime e o sonegador como criminoso”, ressalta. (…) Para Iagaro Jung Martins, “sonegação e corrupção são os dois lados da mesma moeda”. (…) Portanto, ninguém vai preso por sonegar, apesar deste crime ser tão ou mais danoso que a própria corrupção”.

 Mônica Bergamo, em sua coluna (FOLHA, 18/9), fez essa revelação sobre o governo não cobrar dívidas do Funrural: “A perda com a medida é calculada em R$ 17 bilhões. Mas a equipe de Michel Temer concluiu que não é hora de cutucar a onça com vara curta: a bancada ruralista é uma das mais poderosas do Congresso e será fundamental (sic) para barrar a segunda denúncia contra o presidente”.

Aí está a razão do governo Temer: há realmente necessidade da Reforma da Previdência. Precisa-se mesmo proteger esses coitadinhos de sonegadores ricos e os bancos. Tem  que ferrar os mais pobres! Esse é o retrato sem retoque do governo Temer…

Homenagem a um esportista – Com a morte de Vicente Ortiz de Camargo, Mogi Guaçu perdeu um esportista. Quando fui presidente da Liga Guaçuana de Futebol, ele, Silva Neto e Luiz “Santista” Fialho, como o chamava Batista Gabriel por ter nascido em Santos, foram os grandes responsáveis pelo êxito do nosso futebol amador. Aqui fica minha homenagem a esse esportista guaçuano que, anonimamente, tanto prestigiou o futebol de nossa cidade.

 

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

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