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Por Márcio Diniz: Caráter e a política  

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A percepção do caráter de uma pessoa vai muito além de conhecê-la e de conviver diariamente com ela. Percebemos no meio político muitas críticas a respeito do caráter dos representantes públicos, algumas vezes verdadeiras e outras nem tanto. Venho frisando quanto é importante estarmos participando e conhecendo nossa política. Ouço comentários em rodas de conversa de que, nas vésperas de nossas eleições, todo candidato vive de sorriso aberto e cheio de cumprimentos efusivos, mas e depois, o que acontece? Alguns, em sua maioria, mal olham em nossa cara.

Vejam só dias atrás, no momento mais acalorado de uma conversa, fui interrompido por uma pessoa que disse que se eu tivesse alguma intenção política eu deveria mudar meu modo de colocar alguns pontos, principalmente com o intuito de agradar a quem estivesse me ouvindo, que deveria ser “bonzinho e sorridente” para com todos, e caso não executasse estas “boas” práticas, teria enorme rejeição. Pois bem, pergunto a você, só porque um cidadão tem uma pretensão política, deve concordar com o que ouve e omitir o que pensa e acredita apenas para agradar o próximo? Não partilho desta situação ou comentário. Chegam de termos políticos “duas caras”, bonzinhos no período das eleições e indiferentes depois delas. Devemos levar adiante nossa seriedade e caráter que vêm de berço, de nossos pais, e procurar mantê-los com sabedoria, e acreditar, sim, que podemos fazer diferente, que o caráter de um homem e a política podem e devem caminhar juntos.

“Nada revela mais o caráter de um homem do que seu modo de se comportar quando detém um poder e uma autoridade sobre os outros: essas duas prerrogativas despertam toda paixão e revelam todo vício” – Plutarco, biógrafo grego que se converteu em cidadão romano (46-119)

 

Márcio Diniz é professor universitário e cidadão guaçuano

 

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