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Ponte de ferro: autoridades descartam risco de desabamento

Uma vistoria foi feita pelo prefeito e pelo secretário de Obras após boatos em rede social sobre a estrutura da ponte

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“É uma fissura no asfalto que foi ocasionada por problema na junta de dilatação”, resume o secretário de Obras e Viação, Salvador Franceli, sobre a rachadura observada na ponte de ferro. Ele esteve no local na manhã de ontem (18) acompanhado pelo prefeito Walter Caveanha (PTB). Ambos frisaram que não é uma situação que gera qualquer risco de desabamento  nem que demande interdição do trânsito. Todavia, o reparo depende de empresa especializada.

Caveanha disse que todos sabem da importância da ponte de ferro para o tráfego e, por isso, a preocupação em verificar a situação. “Estava olhando e comentei com o Salvador que a ponte precisa também de pintura. Por isso, precisamos construir a outra ponte o quanto antes para que essa possa ser interditada para uma reforma”, disse, referindo-se ao aguardo de verba que deve ser liberada pelo Governo Federal.

ponte ferro vermelha problemas trinca asfaltoQuanto ao reparo na fenda, Salvador irá verificar orçamento junto à empresa especializada, mas preferiu não mencionar prazos sobre a realização do serviço. Este reparo precisa ser de empresa especializada porque o local tem viga metálica, viga de concreto e placa protendida em cima destas vigas. Ou seja, o problema na junta de dilatação que tem de ser reparado.

Franceli acredita que o problema foi gerado pelo trafego de caminhões pesados visto que os caminhoneiros não se inibem com o aparelho de restrição veicular, espécie de radar existente na cabeceira da ponte. É proibida a passagem de caminhões acima de dois eixos. “Já pedi um levantamento dos caminhões multados nos últimos 15 dias e vou tomar outras providências porque precisam ser responsabilizados”, acrescenta. Ele frisa que a dilatação da junta não traz nenhum risco eminente, ou seja, de desabamento, por isso, o trânsito não precisa de qualquer interdição.

O secretário observa que o trânsito atual é muito diferente da época em que apenas o trem passava sobre a ponte férrea. “É outro tipo de trânsito, são impactos diferentes”, pontua. Ele frisa que a rachadura no asfalto é um problema que esteticamente será resolvido, mas não há perigo em transitar pelo local. 

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REDE SOCIAL

Todo o imbróglio envolvendo a ponte de ferro começou depois da postagem de foto em uma rede social na tarde de quinta-feira (17), onde o problema é mencionado e solicitado que uma funcionária da SOV mostre a postagem ao secretário de Obras e Viação. Não demoraram a surgir os primeiros comentários, sendo alguns deles relatando que iriam mudar o trajeto para evitar a passagem sobre a ponte de ferro e outros até enfatizando risco de desabamento.

CENTENÁRIA

Ponte já passou por obras

ponte ferro vermelha problemas trinca asfaltoEm 19 de setembro de 2004, a ponte de ferro sobre o Rio Mogi Guaçu completou 100 anos. Os primeiros problemas na estrutura foram observados no primeiro semestre de 2003. A quebra das placas de concreto (lajes) fez com que o asfalto afundasse e tornasse inviável o trânsito sob a pavimentação. Várias placas foram substituídas.

Há quase quatro décadas, quando a ponte passou de ferroviária para rodoviária, ou seja, os trens cederam espaço para os veículos automotores, foi necessária uma adequação. Foram colocadas vigas de concreto a cada 4,5 metros da extensão que receberam as placas de concreto e, posteriormente, a pavimentação.

Em 2005, a SOV (Secretaria de Obras e Viação) decidiu fazer uma manutenção providenciando um recapeamento com a expectativa de evitar novos problemas na estrutura de concreto. Isto porque, a pista no sentido bairro/centro estava com alguns buracos possibilitando a infiltração de água, o que também danifica a estrutura. Havia também algumas trincas na pavimentação.

O trabalho foi uma medida preventiva para evitar que a estrutura de concreto sofresse novos danos. À época, a explicação foi evitar os problemas gerados pela infiltração da água. Antes da pavimentação, os espaços receberam cola ligante para coibir a infiltração.

CAMINHÕES

Aparelho de restrição veicular começou a operar ano passado

Radar Caminhão Ponte FerroEntrou em funcionamento em maio do ano passado o aparelho de restrição veicular instalado na Avenida dos Trabalhadores, na cabeceira da ponte de ferro. Os condutores de caminhões acima de dois eixos que passam pelo local são multados.

O aparelho é ativado por sensores instalados na via e que possibilitam a detecção e identificação, através de registro fotográfico digital dos veículos em desrespeito à restrição de circulação. O funcionamento é 24 horas. A infração resulta também em quatro pontos na carteira de habilitação.

A justificativa da instalação foi manter sem alterações a estrutura da ponte de ferro. Isto porque, mesmo tendo as placas que advertiam a proibição da passagem de caminhões com mais de 20 toneladas, os condutores não respeitavam.

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