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Policial civil morre ao tentar impedir roubo

O caso ocorreu na tarde de ontem (7), em Mogi Mirim; o alvo era o roubo de malotes de uma empresa

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Foi assassinado, na tarde de ontem (7), o investigador Emerson Meschiari, chefe do Setor de Investigações Gerais (SIG) da Polícia Civil de Mogi Mirim. Ele foi baleado e teria sido atingido por três disparos que acertaram uma das mãos e o tórax.

O latrocínio, roubo seguido de morte, ocorreu em frente à agência bancária do Bradesco, localizada na Rua Padre Roque. Era por volta das 14h quando o tiroteio começou e a área do caixa estava com muitos clientes. Alguns se jogaram no chão.

Cerca de 20 cápsulas de arma (pistola) calibre .40 e 380 foram coletadas na calçada e na rua pela equipe de perícia da Polícia Científica. Os disparados atingiram vários carros que estavam estacionados. Alguns clientes haviam acabado de deixar a agência bancária e se abaixaram dentro dos veículos. Dois casais de amigos deixavam a agência minutos antes e as esposas apenas viram Meschiari descer do carro, ir em direção ao banco atrás de outro homem que seguia para a agência com envelopes. Repentinamente ouviram os disparos e, em seguida, Emerson caiu para dentro da agência.

Emerson Policial Civil Morto Mogi MirimO primeiro a chegar ao local foi o comandante Paulo, da Guarda Civil de Mogi Mirim. Coincidentemente ele patrulhava a região central devido ao período de pagamento, quando deparou-se com o trânsito travado na Rua Padre Roque. Ele chegou logo após o tiroteio e não viu quem teria trocado tiros com o policial, mas viu Meschiari caído na área dos caixas eletrônicos. O Resgate do Bombeiro de Mogi Mirim foi ao local, mas o policial já estava sem vida.

Emerson Meschiari era natural de Mogi Guaçu e estava há 26 anos na Polícia Civil. Há cerca de três anos passou a trabalhar em Mogi Mirim, mas já atuou na investigação em Mogi Guaçu na DIG (Delegacia de Investigações Gerais) e Delegacia Seccional. Assim como outros colegas, estava prestes a se aposentar.

 

Como foi

Segundo testemunhas que estavam pela avenida e tinham deixado a agência, o investigador estacionou seu veículo Vectra, cor preta, em frente à agência, só que do outro lado da rua. Outro veículo estacionou na frente e ambos desceram e se dirigiram ao banco. O segundo homem, alvo dos ladrões, estaria com dois envelopes com dinheiro. Ele seria um empresário, dono de posto de combustível que iria fazer depósito.

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Nesse momento houve a aproximação de um dos ladrões e o anúncio do assalto. Testemunhas não sabem dizer quem atirou primeiro. Houve, então, a troca de tiros. Após conseguir pegar os malotes de dinheiro, os ladrões fugiram em uma moto. Segundo apurado com testemunhas que trabalham nas imediações, o investigador e o empresário eram rotineiramente vistos juntos na agência.

Em entrevista coletiva à imprensa, o delegado Seccional de Mogi Guaçu, José Antônio Carlos de Souza, refutou a informação de que o investigador estivesse atuando como segurança particular. Alegou que não dará informações sobre o que foi apurado para não prejudicar as investigações. “Houve uma tentativa de roubo e ele estava aqui e interviu, e infelizmente foi atingido e veio a óbito. O roubo foi consumado. No momento da intervenção do policial não, mas depois que ele foi atingido e caiu. Eles retornaram e levaram algo que não sei o que é e que estava com a outra pessoa. Não sabemos quantos tiros ele levou, só a perícia para comprovar. O trabalho começa agora do zero para determinar a autoria do crime”.

A Polícia Civil trabalha para tentar identificar os autores do assassinato do investigador. 

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GAZETA GUAÇUANA, 5 de agosto de 2017

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