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PMDB e a corrupção

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No noticiário da mídia escrita e falada, a maior parte da corrupção é de peemedebistas, inclusive Temer, que está sendo processado. Alguns acham que a corrupção do atual presidente se deve à convivência com os governos petistas. Ledo engano. A corrupção dele se iniciou, na verdade, nos anos 90, com o escândalo do porto de Santos, conforme escrevi no texto “Temer e o Porto de Santos” (Gazeta Guaçuana, 20/6/2017). Também escrevi vários artigos, afirmando que o PMDB sempre está no Poder, seja quem for o governante: Sarney, FHC, Lula, Dilma e agora Temer. Daí o destaque do partido com a corrupção,

Essa corrupção foi analisada no Editorial da Folha (18/7/2017), sob o título “Males (sic) peemedebistas”, que vamos transcrever a seguir. O texto é longo, mas merece ser conhecido. O que se vai ler a seguir é o Editorial, agora histórico: “O senso comum apontará o PT, decerto, como o partido mais devastado pela Lava Jato e por escândalos de corrupção diversos – o que, dada a projeção nacional de seus expoentes atingidos, será impressão das mais razoáveis. (…) É interessante observar, todavia, o que acontece com a mais enraizadas das legendas nacionais, o PMDB, cuja existência se deve, no mais das vezes, ao poder de caciques e oligarquias. (…)  Deixe-se de lado, por um momento, a batalha do presidente Michel Temer para se manter no cargo; as agruras peemedebistas, assim como o poder político da sigla, são bem mais descentralizadas. (…) Conforme noticiou esta FOLHA, nada menos que dez presidentes de diretórios regional do PMDB (alguns licenciados) são alvos de inquérito ou processo, sob suspeita de corrupção ou outros crimes. (…)

Desse grupo, Geddel Vieira Lima (BA) cumpre prisão domiciliar, e Henrique Eduardo Alves, preventiva. Ambos foram ministros do governo Temer. (…) Todos são nomes fortes na economia interna do partido, a exemplo de Eunício Oliveira (CE), presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR), Jader Barbalho (PA) e Jorge Picciani (RJ). (…)  Nascido como oposição consentida ao regime militar, o antigo Movimento Democrático Brasileiro reunia ideologias e grupos heterogêneos, sob o denominador comum de combate ao autoritarismo. (…) Depois de naufragar em sua primeira experiência de governo nacional, com José Sarney, o PMDB se manteve forte no Legislativo, nos Estados e nos municípios. Ao longo dos anos, tornou-se epítome do vazio programático e do fisiologismo que grassam na vida partidária do país. (…) Quem quer que ocupasse o Planalto, o PMDB emprestava seu peso, ou parte dele, à sustentação  do governo, em troca de cargo e verbas (sic). Tal capacidade de adaptação deriva do DNA da sigla, um conglomerado de líderes regionais a atuar com ampla liberdade, reduzida coordenação e nenhuma ascendência uns sobre os outros. (…) Pelos mesmos motivos, dificilmente se verá entre peemedebistas a iniciativa de punir dirigentes que incorram em malfeitos. Os próximos anos dirão se isso será um trunfo ou uma fraqueza”. Para mim, uma fraqueza!

Deve-se ressaltar que Montoro e Mário Covas fundaram o PSDB por causa da corrupção no PMDB, na época dirigido pelo então governador Orestes Quércia. Na minha opinião, um político e administrador muito melhor do que Michel Temer…

Como peemedebista, vejo com tristeza esse destino do PMDB, principalmente em Mogi Guaçu, onde o então presidente Nacional do partido, Michel Temer, e o presidente estadual, deputado Baleia, destituíram o diretório do PMDB local, dirigido pelo Hélio Bueno, três vezes prefeito, por elementos alheios ao partido. Lamentável!

Jasson de Oliveira Andrade é jornalista em Mogi Guaçu

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