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PM encontra morador de rua que matou Dadá

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Foi preso na manhã desta terça-feira (1º) o morador de rua Fernando da Silva Monteiro, 25 anos, que na semana passada matou o também morador de rua Odair Patric da Silva, o Dadá. A vítima tinha 40 anos, estava debilitado, era portador de HIV e já tinha trabalhado como cabeleireiro. Atualmente, ganhava a vida ‘olhando carros’.

Os policiais militares Trasse, Diego e Araújo estavam em patrulhamento e ao procurar por Fernando em pontos de concentração de moradores de rua foi obtendo a informação de que ele poderia estar abrigado em uma instituição assistencial.

Os policiais foram ao local checar e o encontrou com a esposa Carla Bianca Rippa, 32 anos, no local indicado, em Mogi Guaçu. Fernando optou por ficar em silêncio, mesmo diante das informações do crime que ele não sabia terem sido repassadas pela companheira.

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Ambos foram conduzidos à Delegacia de Investigações Gerais (DIG) para interrogatório. A delegada Edna Elvira Salgado Martins disse que Fernando acabou confessando que acertou Dadá com alguns golpes (pauladas). Disse que aconteceu uma discussão entre ele e Dadá porque estava desconfiado que a esposa o traía e que Dadá estivesse acobertando algo. Dadá era homossexual.

E que após usar drogas acabou cometendo o crime. A delegada representou à Justiça pela prisão temporária de Fernando por 30 dias, para a conclusão do inquérito. Fernando foi preso por homicídio qualificado por motivo fútil, um crime hediondo.

A esposa foi liberada por não ter envolvimento no crime figurar como testemunha.

Os policiais militares Diego Dias e Liziero souberam da autoria do crime na madrugada de domingo (30). Os policiais passaram a fazer o patrulhamento tentando encontrá-lo e o localizaram pelo bairro Santa Helena (Zona Norte). Fernando não quis fazer qualquer declaração.

Ele e a companheira foram conduzidos até a Central de Polícia Judiciária, como já havia passado o período flagrancial e não havia medida judicial que determinasse a prisão, o casal foi liberado. Ambos são naturais da cidade de Itapetininga e no dia do crime alegaram serem amigos da vítima e que dividiam o mesmo terreno como moradia. O casal e Dadá ganhavam a vida ‘olhando carros’ na Avenida dos Trabalhadores, próximo a uma agência bancária. Dadá tinha conseguido o benefício Bolsa Família para pessoa sem renda, no valor de R$ 87. O dinheiro era sacado por Carla, que era quem recebia o benefício e também pegava medicamentos para Dadá.

O crime

O crime ocorreu na pedreira do Jardim Bela Vista, na região central. O corpo foi encontrado na tarde dessa quarta-feira (26). Odair Patric, ou Dadá, como era conhecido, tinha afundamento de crânio e o rosto estava coberto de sangue. Não havia sinais visíveis de espancamento em outras partes do corpo. Os policiais e peritos não encontraram no local o que teria sido usado para golpear Odair.

Mas pelo apurado pelos policiais, Fernando pegou um caibro e foi até onde Dadá estava dormindo, no dia anterior a localização do cadáver (25), e o golpeou na cabeça. O motivo seria devido um encontro sexual que teve em data anterior.

No dia em que o corpo foi encontrado, o casal disse que viu Odair com vida no final da tarde de terça-feira (25). Ao saírem pela manhã de quarta-feira (26), o encontraram de bruços, com o cobertor enrolado no corpo e parte da cabeça, e disseram acreditar que ainda dormia. Ao retornarem, por volta das 16h30, ‘perceberam’ que Odair estava na mesma posição. Ao se aproximarem viram sinais de sangue e correram até um escritório de advocacia na mesma rua e pediram para chamar a polícia. Quando os policiais chegaram, eles acompanharam toda a movimentação do lado de fora e deram informações do amigo. Foi Carla quem entregou um extrato bancário que tinha o nome de Dadá, uma vez que ela disse que a bolsa com documentos e remédios dele tinha sumido do local.

 

 

 

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