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Paris #day4

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Por Rafael Serra

 

Esse dia foi um pouco diferente dos outros, sem casais, sem amigos, só eu e minha câmera… Sou apaixonado por fotografar pessoas, histórias e emoções e a fotografia de rua sempre me encantou.
A ideia de registrar de uma forma mais pura o cotidiano das pessoas e a interação entre o homem e o ambiente é uma arte que muito contribuiu para o registro documental da história e formação da sociedade. Além desse papel jornalístico, a observação e percepção permite um mergulho em um universo fantástico de autoconhecimento.
Saí bem cedo do hotel, era meu último dia em Paris, na bolsa minha câmera e um mapa da cidade, e assim sem destino pré-definido, iniciei o street shotting, e só voltei quando as luzes da cidade se acenderam. As ruas eram o cenário e o som do click a trilha sonora, fazia tempo que não tirava esse tempo só para mim, tempo para refletir, olhar para dentro, fotografar sem compromisso, foi um encontro comigo mesmo.
A primeira parada foi na Catedral de Notre Dame, uma das mais antigas catedrais francesas em estilo gótico, assim que pisei na praça, ouvi as primeiras badaladas do sino da igreja, a energia daquele lugar era tão forte que os olhos se encheram de lágrimas, cada detalhe, desenho e escultura era colírio para os olhos de qualquer fotógrafo. De lá, segui de metrô até o jardim de Luxemburgo, que é praticamente um museu a céu aberto, um paisagismo complexo cercado de mais de 100 esculturas, é comum as pessoas se sentarem pelo gramado para fazer pic nic, brincar com as crianças e descansar a sombra das arvores, é claro que eu também aproveitei o momento para relaxar e curtir aquela vista encantadora.
A maior parte do dia passei caminhando a pé, registrando o cotidiano, as linhas e formas da cidade, passei pela Rue de la Paix, Academie Nationale de Musique (Opera), Champs-Élysées e Arco do Triunfo, finalizando com chave de ouro aos pés da Torre Eiffel já com suas luzes noturnas acesas degustei às margens do rio Sena um tradicional e delicioso crepe de morango com chocolate.
Chegando o dia de voltar ao Brasil, as energias 100% carregadas, a malas cheias de histórias e o coração com saudade de casa, batendo feliz, com a sensação de missão comprida em ter deixado minha marca por onde passei e levado comigo um pedacinho de cada lugar e cada pessoa que cruzou meu caminho.
Esse foi o meu olhar sobre Paris.

 

Os ensaios publicados nas edições da Gazeta já estão publicados no meu site www.rafaelserra.com.br

 

Fotos: Rafael Serra

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